Falar sobre o mercado imobiliário capixaba é também falar sobre a sua organização coletiva. Ao longo de mais de quatro décadas, empresários e profissionais do setor compreenderam que os desafios seriam melhor enfrentados de forma conjunta, com diálogo, representatividade e espírito de cooperação. Foi assim que nasceu a Associação Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), que hoje exerce papel de voz legítima e respeitada do segmento.
O associativismo é, antes de tudo, a capacidade de unir esforços em prol de um bem comum. Quando empresas que, no dia a dia, podem competir entre si decidem se reunir em torno de uma mesa, o resultado vai além do interesse particular. Ganha o setor como um todo, ganham os profissionais, ganham também as cidades e a sociedade, que recebem projetos mais estruturados, sustentáveis e alinhados ao desenvolvimento urbano.
Tive a honra de presidir a entidade entre 2021 a 2025. Ali aprendi, na prática, que o associativismo não se sustenta apenas em estatutos ou reuniões, mas na dedicação voluntária de homens e mulheres que cedem parte do seu tempo e conhecimento para fortalecer o setor. Essa experiência me trouxe tanto aprendizados práticos quanto inspiração para seguir refletindo sobre a importância de unir forças em torno de objetivos comuns.
É justo destacar que cada diretoria que passou pela Ademi-ES deixou sua contribuição. Não existe continuidade sem o esforço de quem nos antecedeu, nem futuro sólido sem o engajamento de quem hoje conduz a entidade. Olho para trás com satisfação em ver que as sementes lançadas em todos os períodos continuam a dar frutos, sempre renovadas pelas diretorias que vieram depois. Esse fio condutor, tecido ao longo dos anos, garantiu que o mercado imobiliário capixaba se tornasse mais profissional, mais ético e mais atento às transformações da sociedade.
Os resultados dessa atuação coletiva são visíveis. Cursos, palestras, eventos, produção de estudos e parcerias estratégicas ajudaram a qualificar empresas e profissionais, a estimular boas práticas e a participar ativamente das políticas públicas. O associativismo mostrou sua força ao inserir a entidade em discussões mais amplas sobre mobilidade urbana, sustentabilidade e qualidade de vida nas cidades.
Esse trabalho não pertence a uma única pessoa ou a uma gestão isolada, mas a um esforço conjunto. A cada ciclo, novas ideias se somam às conquistas anteriores. É dessa forma que o setor segue crescendo e que a entidade mantém sua credibilidade diante do poder público e da sociedade. O associativismo, afinal, é um exercício de continuidade.
Ao olhar para essa trajetória, percebo que o que começou como um movimento de empresários determinados transformou-se em uma instituição que transcende interesses imediatos. A Ademi-ES se tornou um espaço de aprendizado coletivo, de defesa legítima dos direitos de seus associados e de contribuição efetiva para o desenvolvimento econômico e social do Espírito Santo.
O futuro certamente trará novos desafios. Mas se há algo que a história da entidade já provou é que, quando se caminha junto, é possível construir pontes mais sólidas, abrir caminhos mais largos e alcançar destinos que sozinhos seriam inatingíveis. É esse o espírito do associativismo: transformar esforço individual em força coletiva e, assim, manter o mercado e a sociedade em constante movimento.
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