O partido, nacionalmente, é presidido por Gilberto Kassab e, no estado, pelo deputado federal
Neucimar Fraga. À coluna, o superintendente disse que já conversou com os dois e "a tendência" é se somar aos quadros da legenda.
A se confirmar, o passo eleitoral deixa Ricas ainda mais próximo de Hartung. Isso não quer dizer que o ex-governador vai, de fato, formar uma dobradinha, disputando o Senado pela mesma sigla.
Recentemente, a um interlocutor, o ex-governador disse que não vai ser candidato, mas, como sempre, revela-se aos quarenta e cinco do segundo tempo.
No PSD também está o ex-secretário da Casa Civil de Hartung, José Carlos da Fonseca Júnior, o que denota mais uma digital do ex-governador no campo local, embora atue também em tratativas da política nacional.
Ricas, por sua vez, chegou a ser incentivado pelo então governador a disputar o Palácio Anchieta ainda em 2018, plano que não se concretizou na época.
Agora, identificado com o campo da centro-direita, parece mais animado. Para colocar a iniciativa em prática ele vai ter que deixar o comando da PF no Espírito Santo, mas segue na carreira na corporação.
A aceleração dos planos de Ricas denota uma clara predileção do ex-governador por ele, em detrimento de outros pré-candidatos que gostariam de compor com Hartung, como o prefeito de Linhares,
Guerino Zanon, e o ex-prefeito da Serra
Audifax Barcelos.
Para entrar na disputa, o superintendente tem mesmo que se movimentar rapidamente. O prazo para que candidatos estejam filiados aos partidos pelos quais pretendem concorrer está chegando: 02 de abril.