O secretário de estado da Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, vai deixar o cargo no próximo dia 30. Ele pode ser candidato a deputado federal ou até a senador, mas isso depende de engrenagens que não dizem respeito somente a ele.
A vaga de candidato ao Senado na chapa do governador
Renato Casagrande (PSB) é disputada. O PP já pediu, Rose de Freitas (MDB) quer apoio à própria reeleição e ainda tem o Podemos.
Aliás, o Podemos convidou Ramalho para ingressar no partido. O presidente estadual, Gilson Daniel, é ex-prefeito de Viana, onde o coronel foi secretário de Defesa Social. Outros partidos também rondam o militar.
O discurso de Ramalho enquanto candidato é previsível, no tom em que ele concede entrevistas, de endurecimento das leis como solução para a violência urbana.
Questionado pela coluna, Ramalho diz que está tudo em aberto e que não definiu em qual sigla deve se filiar.
A coluna apurou que o que está certo mesmo é que ele sai do governo em breve. Essa é uma exigência da lei eleitoral para quem pretende concorrer no pleito deste ano.
Outros secretários de Casagrande devem sair do governo pelo mesmo motivo. O prazo é até 02 de abril.
Os deputados estaduais do União Brasil – Theodorico Ferraço, Torino Marques, Alexandre Quintino e José Esmeraldo –, além de Doutor Hércules (MDB), reuniram-se com o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, principal nome do PDT no estado, nesta terça-feira (15).
A entrada deles no PDT não está definida, é apenas uma opção. "Fomos conhecer a chapa de deputados do PDT. Saímos felizes, tanto nós quanto Vidigal", avaliou Quintino.
Ele conversa também com o Avante e é pré-candidato à reeleição.
O juiz Marcos Horácio Miranda, aposentado compulsoriamente, como punição administrativa, pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo em agosto de 2021 passou a ser investigado, em outubro, em outro procedimento, para apurar se atuava como empresário.
O afastamento dele do cargo, no âmbito desse procedimento, foi publicado somente na última quarta-feira (9).