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Letícia Gonçalves

Quem venceu junto com Lorenzo Pazolini no ES em 2026

Ex-prefeito de Vitória foi eleito para comandar o Palácio Anchieta. Partidariamente, o principal aliado dele foi o PL do senador Magno Malta

Publicado em 26 de Outubro de 2026 às 07:06

Públicado em 

26 out 2026 às 07:06
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
O candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), votou pela manhã deste domingo (25)
O candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), votou pela manhã no domingo (25) Guilherme Marques

A eleição do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) no domingo (25) não chega a surpreender, considerando que ele foi o candidato mais votado no primeiro turno na disputa pelo governo do Espírito Santo. O resultado, desta vez, entretanto, não foi elástico. O adversário de Pazolini, o governador Ricardo Ferraço (MDB), chegou perto. A diferença entre os dois foi de 4,34 pontos percentuais (52,17% a 47,83% dos votos).


Mas isso estabelece alguns marcos históricos. Pela primeira vez, os capixabas escolheram um governador declaradamente de direita, ou centro-direita. 

O atual chefe do Executivo estadual, Ricardo Ferraço (MDB), ostenta o mesmo rótulo ideológico, mas foi eleito vice-governador, em 2022. Assumiu o comando do Palácio Anchieta após a renúncia de Renato Casagrande (PSB).


A conclusão do pleito, desta vez, representa não apenas a ascensão de Pazolini ao governo, mas de seus aliados do PL, com destaque para a vice, Eliane Leal, indicada pelo presidente estadual do partido, o senador Magno Malta.

Ainda não se sabe o real tamanho que o partido de Magno vai ter no governo Pazolini — o governador eleito não respondeu isso diretamente durante a campanha —, mas, de qualquer forma, a sigla vai subir a escadaria do Palácio Anchieta com o ex-prefeito.

No segundo turno, o candidato do Republicanos que, aliás, apresenta-se como "o verdadeiro partido conservador do Brasil", ganhou novos parceiros, também de siglas de centro-direita.

Exemplos são o União Brasil do deputado estadual Marcelo Santos e o Podemos do deputado federal Gilson Daniel. Gilson, cabe frisar, apareceu ao lado de Ricardo na reta final, apesar do posicionamento da direção nacional do Podemos em favor de Pazolini.

O PSD do prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, também se perfilou com Pazolini na segunda etapa do pleito.

Esse é o partido do ex-governador Paulo Hartung. Ele, porém, não participou abertamente da campanha do ex-prefeito de Vitória. Hartung já elogiou Pazolini publicamente. 

A vitória do republicano é, principalmente e indiretamente — quase diretamente — a vitória do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso. Erick é o articulador político de Pazolini.

Certamente, terá uma função a desempenhar em prol do futuro governador, oficial ou extraoficialmente.
Da esquerda para a direita: Erick Musso, Flávio Bolsonaro, Lorenzo Pazolini, Evair de Melo, Nikolas Ferreira, Eliane Leal e Magno Malta
Da esquerda para a direita: Erick Musso, Flávio Bolsonaro, Lorenzo Pazolini, Evair de Melo, Nikolas Ferreira, Eliane Leal e Magno Malta Fernando Madeira
PAZONARO

O bolsonarismo também venceu. Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado pelos eleitores do Espírito Santo. Ele apoiou Pazolini e vice-versa.

O voto PazoNaro veio aí.

Trata-se da constatação traduzida em votos de um movimento e, mais que isso, de valores autointitulados conservadores, apesar das evidentes contradições dos que apregoam tais valores.

Flávio recebeu 56,37% dos votos no Espírito Santo, contra 43,63% de Lula.

Pazolini agora vai governar o estado pela primeira vez enquanto Lula exerce o quarto mandato na Presidência da República.

Em entrevista ao Bom dia Espírito Santo, da TV Gazeta, nesta segunda-feira (26), o governador eleito afirmou que vai ter diálogo com Lula durante a gestão:
Fomos eleitos, o presidente foi eleito, nós vamos sentar à mesa

Lorenzo Pazolini (Republicanos) Governador eleito do ES

"Será um diálogo republicano. Eu tenho certeza que terá a maturidade de ambas as partes para dialogar, respeitar o que a urna decidiu. O desejo soberano dos capixabas e dos brasileiros nós vamos respeitar."

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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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