A eleição do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) no domingo (25) não chega a surpreender, considerando que ele foi o candidato mais votado no primeiro turno na disputa pelo governo do Espírito Santo. O resultado, desta vez, entretanto, não foi elástico. O adversário de Pazolini, o governador Ricardo Ferraço (MDB), chegou perto. A diferença entre os dois foi de 4,34 pontos percentuais (52,17% a 47,83% dos votos).
Mas isso estabelece alguns marcos históricos. Pela primeira vez, os capixabas escolheram um governador declaradamente de direita, ou centro-direita.
O atual chefe do Executivo estadual, Ricardo Ferraço (MDB), ostenta o mesmo rótulo ideológico, mas foi eleito vice-governador, em 2022. Assumiu o comando do Palácio Anchieta após a renúncia de Renato Casagrande (PSB).
A conclusão do pleito, desta vez, representa não apenas a ascensão de Pazolini ao governo, mas de seus aliados do PL, com destaque para a vice, Eliane Leal, indicada pelo presidente estadual do partido, o senador Magno Malta.
Ainda não se sabe o real tamanho que o partido de Magno vai ter no governo Pazolini — o governador eleito não respondeu isso diretamente durante a campanha —, mas, de qualquer forma, a sigla vai subir a escadaria do Palácio Anchieta com o ex-prefeito.
No segundo turno, o candidato do Republicanos que, aliás, apresenta-se como "o verdadeiro partido conservador do Brasil", ganhou novos parceiros, também de siglas de centro-direita.
Exemplos são o União Brasil do deputado estadual Marcelo Santos e o Podemos do deputado federal Gilson Daniel. Gilson, cabe frisar, apareceu ao lado de Ricardo na reta final, apesar do posicionamento da direção nacional do Podemos em favor de Pazolini.
Esse é o partido do ex-governador Paulo Hartung. Ele, porém, não participou abertamente da campanha do ex-prefeito de Vitória. Hartung já elogiou Pazolini publicamente.
Certamente, terá uma função a desempenhar em prol do futuro governador, oficial ou extraoficialmente.