No horário eleitoral exibido na TV nesta terça-feira (20), o governador Ricardo Ferraço (MDB) exibiu algumas de suas novas estratégias contra o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos). Os dois disputam o Palácio Anchieta no segundo turno.
Pazolini está em vantagem, já que foi o mais votado no último dia 4 e quase liquidou a eleição já na primeira etapa do pleito.
Ricardo agora faz críticas mais incisivas ao republicano e adotou uma espécie de tática do medo.
O argumento utilizado é que, se Pazolini for eleito, vai parar obras e serviços iniciados pelo atual governo.
O ex-prefeito já negou isso. O tempo dirá (se Pazolini for mesmo vitorioso nas urnas).
Mas vejamos:
Na peça de propaganda de Ricardo, um popular diz que "Ferraço tem que continuar no governo, ou as obras param". Outro alerta que "não é certo trocar o certo pelo duvidoso".
O narrador, por sua vez, afirma que "Ricardo representa a garantia de que as obras não vão parar".
MAGNO MALTA E O "PAZOLOVO"
O senador Magno Malta, presidente estadual do PL, já foi mostrado no primeiro turno como uma espécie de mestre de Pazolini, que seria um fantoche. Só que essa alegoria foi levada ao ar pelo candidato do PT ao governo, Helder Salomão.
Agora, a campanha de Ricardo usou uma ideia parecida. Mostrou um ovo similar a um Kinder Ovo e dentro uma "surpresa", Magno.
Para dizer que "votou Pazolini, levou Magno Malta".
Ricardo associou a própria imagem, mais uma vez, ao ex-governador Renato Casagrande (PSB), seu antecessor e principal apoiador.
FLÁVIO E NIKOLAS
A propaganda de Pazolini no horário eleitoral falou de "tempo de paz", slogan utilizado à exaustão no primeiro turno, mas também fez críticas ao atual governo.
A ideia central foi que a gestão estadual "tem muito dinheiro", mas não realiza entregas na mesma proporção.
Pazolini também reforçou uma de suas principais propostas, o corte de cargos comissionados.
Ele aparece ao lado do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro e do deputado federal por Minas Gerais Nikolas Ferreira, ambos do PL.
Magno Malta também estava nesse ato, próximo a Pazolini, mas não apareceu no vídeo.