O ex-prefeito não fez coro, ao menos não ao microfone, aos gritos contra o presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores, que predominaram durante o ato bolsonarista em Vitória.
O "Bloquinho 22", como o PL batizou o evento, percorreu cerca de 2,5 km e atraiu muita gente.
A avenida Dante Michelini, no sentido Camburi, o calçadão e até a areia foram tomados por apoiadores de Flávio.
A vegetação de restinga foi pisoteada pela multidão.
Nos discursos, nenhuma novidade. Tudo um tanto genérico e superficial.
Foi uma pregação para convertidos, com ataques contínuos a Lula, como já mencionei, e hostilização dos eleitores que não rezam pela cartilha bolsonarista.
O ato serviu, no entanto, como demonstração de força e mobilização.
Pessoas que fizeram o L, de Lula, das varandas dos prédios enquanto o trio passava foram atacadas verbalmente.
Flávio, ao discursar, afirmou que "é o fim da era do PT" e, ao mesmo tempo, tentou contemporizar:
"Vou governar para todo mundo, até para aquelas pessoas que estavam na janela fazendo o L".
Na sexta-feira (16) à noite, o senador do Rio de Janeiro foi até
alvo de panelaços em alguns bairros da Grande Vitória, enquanto concedia entrevista ao Jornal Nacional.
Mas ele obteve 54,78% dos votos no primeiro turno no Espírito Santo, ou seja, se dependesse apenas dos capixabas, já teria sido eleito.