Logo, se no segundo turno os percentuais não forem favoráveis ao emedebista, não se pode colocar a culpa diretamente na nova postura de Arnaldinho.
De acordo com pessoas próximas ao tucano, logo após o primeiro turno, ele reuniu os secretários municipais, reforçou que continua ao lado de Ricardo e pediu que a equipe fizesse posts nas redes sociais em apoio ao governador.
Mas já não mobiliza os comissionados para bandeiraços ou outros eventos de campanha na rua.
"Ele não está usando a máquina municipal como fez no primeiro turno", observou um aliado do prefeito.
De acordo com o próprio Ricardo Ferraço, Arnaldinho participou de uma reunião em meio à campanha do segundo turno em que diversos prefeitos reafirmaram apoio ao emedebista.
A questão é que, como o resultado do primeiro turno mostrou, contar com o endosso de chefes de Executivos municipais não garante votos.
Pazolini quase venceu Ricardo já no último dia 4, foi escolhido por 49,65% dos eleitores. Se tivesse alcançado 50% dos votos mais um voto, teria liquidado a fatura de uma tacada só.
No primeiro turno, o emedebista foi apoiado por 65 dos 78 prefeitos do Espírito Santo. O republicano, por dois.
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