Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Letícia Gonçalves

O silêncio de Arnaldinho na campanha de Ricardo no 2º turno

Prefeito de Vila Velha não rompeu com o governador, segue apoiando o aliado, mas sem o mesmo empenho da primeira etapa da eleição

Publicado em 16 de Outubro de 2026 às 09:17

Públicado em 

16 out 2026 às 09:17
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Arnaldinho Borgo e Ricardo Ferraço
Arnaldinho Borgo e Ricardo Ferraço em abril de 2026 Letícia Gonçalves
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), tentou ao máximo ser candidato ao governo do Espírito Santo em 2026. Não conseguiu e, então, passou a apoiar a candidatura do governador Ricardo Ferraço (MDB). 

No primeiro turno, Vila Velha foi coberta por wind banners com fotos de Arnaldinho e Ricardo lado a lado. 

Uma espécie de comitê do PSDB — partido presidido pelo prefeito no estado — em Itaparica, virou centro de eventos de campanha em prol do emededebista e de outros aliados de Arnaldinho.


Agora, na segunda etapa do pleito, porém, o prefeito está praticamente silente. Não rompeu com o governador, segue apoiando o aliado, mas não se esforça publicamente para elegê-lo.

Arnaldinho não tem feito nem publicações nas redes sociais nesse sentido.

É preciso ressaltar que, apesar do endosso ostensivo anteriormente oferecido pelo tucano, Ricardo perdeu em Vila Velha no primeiro turno. 

O adversário dele, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicano), recebeu o dobro de votos na cidade: 54,03% contra 27,13%.

Logo, se no segundo turno os percentuais não forem favoráveis ao emedebista, não se pode colocar a culpa diretamente na nova postura de Arnaldinho.

Em 4 de setembro ele estava assim:

De acordo com pessoas próximas ao tucano, logo após o primeiro turno, ele reuniu os secretários municipais, reforçou que continua ao lado de Ricardo e pediu que a equipe fizesse posts nas redes sociais em apoio ao governador.


Mas já não mobiliza os comissionados para bandeiraços ou outros eventos de campanha na rua.


"Ele não está usando a máquina municipal como fez no primeiro turno", observou um aliado do prefeito.


De acordo com o próprio Ricardo Ferraço, Arnaldinho participou de uma reunião em meio à campanha do segundo turno em que diversos prefeitos reafirmaram apoio ao emedebista.


A questão é que, como o resultado do primeiro turno mostrou, contar com o endosso de chefes de Executivos municipais não garante votos.


Pazolini quase venceu Ricardo já no último dia 4, foi escolhido por 49,65% dos eleitores. Se tivesse alcançado 50% dos votos mais um voto, teria liquidado a fatura de uma tacada só.


No primeiro turno, o emedebista foi apoiado por 65 dos 78 prefeitos do Espírito Santo. O republicano, por dois.

O ex-prefeito de Vitória, contudo, venceu em 48 cidades. O governador, em 30.

As vitórias de Pazolini, principalmente, na Serra e em Vila Velha fizeram muita diferença. Afinal, esses são os dois maiores colégios eleitorais do estado.

Em tempo: na Serra, Ricardo tem o apoio do prefeito, Weverson Meireles (PDT), mas também teve apenas metade dos votos de Pazolini. O placar lá foi de 52,87% a 26,89%.

Veja Também 

O candidato ao governo do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, compareceu ao debate, mas Lorenzo Pazolini não

As intrigas que precederam deserções do palanque de Ricardo

Flávio Bolsonaro e Lorenzo Pazolini se abraçam em evento do PL em Vitória (18/07/2026)

Os prós e os contras do abraço de Pazolini a Flávio Bolsonaro no ES

Além de Ricardo, na primeira etapa do pleito Arnaldinho pediu votos aos eleitores para o então candidato ao Senado Renato Casagrande (PSB), que foi eleito e também o mais votado em Vila Velha.

A vantagem do socialista para o segundo colocado e também eleito Evair de Melo (Republicanos) foi pequena: 22,66% dos votos contra 22,22%.

A "federal do Arnaldinho", a ex-secretária estadual de Governo Emanuela Pedroso (PSB), a Manu, também foi eleita.

Os 15.060 votos que recebeu em Vila Velha correspondem a 21,7% do total, 69.398. 

Mais colunas de Letícia Gonçalves 

Quaest: Ricardo reage no 2º turno, mas Pazolini segue favorito

Helder Salomão assume coordenação da campanha de Lula no ES

Flávio Bolsonaro, Nikolas e Tarcísio vêm a Vitória em ato pró-Pazolini

Ricardo muda pontualmente o discurso e diz que não está atrás de "like"

Vidigal volta a atender como psiquiatra e evita escolher entre Lula e Flávio

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Inmet emite dois alertas de tempestades para o ES nesta sexta (16); veja locais
Saca de café, exportação
Exportação de café pelos portos do ES sobe 58% e atinge recorde
O Sistema Tributário do Brasil é composto por uma série de legislações, regimes e tributos
Lei de crimes contra a ordem tributária: é hora de atualizar o passado

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados