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Letícia Gonçalves

Os bastidores do apoio de João Coser a Ricardo Ferraço

Declaração do presidente estadual do PT foi feita a uma semana do dia da votação do 2º turno

Publicado em 19 de Outubro de 2026 às 12:26

Públicado em 

19 out 2026 às 12:26
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
João Coser e Ricardo Ferraço
João Coser e Ricardo Ferraço Lucas S. Costa/Ales e Fernando Madeira
O governador Ricardo Ferraço (MDB) não tem proximidade com o Partido dos Trabalhadores, aliás, a relação entre o emedebista e a sigla é pouco amistosa. Quem mantém diálogo com o PT é o principal apoiador de Ricardo, o ex-governador Renato Casagrande (PSB), eleito senador no último dia 4.

O PT fez parte do governo do socialista, comandou a Secretaria Estadual de Esportes, mas desembarcou da administração estadual quando Ricardo, até então vice-governador, assumiu a chefia do Executivo.

Quem conversou com o presidente estadual do PT, João Coser, a respeito de um eventual endosso à candidatura à reeleição de Ricardo foi Casagrande.

No domingo (18), a uma semana da votação no segundo turno, Coser fez uma declaração pessoal e pediu aos eleitores para votarem em Ricardo.

Nesta segunda-feira (19), o petista, que é deputado estadual e foi eleito deputado federal, afirmou à coluna que Ricardo não pediu apoio. O endosso foi feito, na verdade, como rejeição ao adversário do governador, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).

"Nossa declaração é muito mais em função do que representaria a eleição do outro (Pazolini). Ricardo é um empresário, não é um socialista, mas aprendeu a conviver com a democracia", afirmou Coser.


(A decisão de apoiar Ricardo) é para preservar o estado. Não tem pedido, não tem conversa, não tem nada em troca

João Coser Presidente estadual do PT

Oficialmente, o PT estadual orienta apenas que os eleitores não votem "nos candidatos apoiados pelo Flávio Bolsonaro".

Pazolini é apoiado por Flávio. Ricardo não está alinhado ao candidato do PL nem ao presidente Lula (PT).

No primeiro turno, o Partido dos Trabalhadores lançou um nome próprio ao Palácio Anchieta, o deputado federal Helder Salomão, que ficou em terceiro lugar na corrida, com 15,32% dos votos, ou 323.483.

De acordo com pesquisa Quaest, 63% dos eleitores de Helder devem votar em Ricardo no próximo dia 25. Outros 18% preferem Pazolini.

"Isso (a declaração de Coser) nos ajuda. O voto do PT no Ricardo deve aumentar por causa da maior aproximação do Pazolini com o Flávio", afirmou Casagrande à coluna.

O ex-governador confirmou que manteve interlocução constante com Coser a respeito do pleito e que Ricardo não participou das conversas.

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O candidato à Presidência da República favorito dos eleitores do Espírito Santo é Flávio Bolsonaro, que recebeu 54,78% dos votos no primeiro turno.

Pazolini também largou na frente, com 49,65%. Ricardo ficou 15,59 pontos percentuais atrás.

Mesmo se todas as 323.483 pessoas que optaram por Helder escolherem Ricardo no próximo dia 25, isso não será suficiente para garantir a reeleição do emedebista. 

Ele precisa ampliar ainda mais a própria base eleitoral ou torcer por uma desidratação significativa de Pazolini.

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Letícia Gonçalves

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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