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PT manda indicados deixarem cargos no governo do ES antes da posse de Ricardo

Secretário, subsecretários e gerentes filiados à sigla, por exemplo, devem pedir exoneração até o dia 1° de abril

Vitória
Publicado em 25/03/2026 às 12h39
Atualizado em 25/03/2026 às 13h12
João Coser durante encontro estadual do PT
João Coser durante encontro estadual do PT. Crédito: Rodrigo Gavini/PT-ES

A partir do dia 1º de abril, quem ocupa cargo comissionado no governo do Espírito Santo por indicação do Partido dos Trabalhadores deve pedir exoneração. A decisão é do diretório estadual do PT.

A sigla comanda a Secretaria de Esportes, com José Carlos Nunes, e tem ainda subsecretários, gerentes e subgerentes em outras pastas. 

No dia 2, Ricardo Ferraço (MDB) vai assumir o comando do Executivo estadual, substituindo Renato Casagrande (PSB), em vias de renunciar para disputar o Senado.

Ricardo é pré-candidato ao Palácio Anchieta e não tem relacionamento com o PT. Além disso, os petistas têm pré-candidato próprio ao mesmo cargo, o deputado federal Helder Salomão.

"Ricardo vai assumir o governo e tem uma posição diferente da nossa. Ele, por exemplo, assinou a carta (de dirigentes estaduais do MDB) para não apoiar o Lula", lembrou o presidente estadual do PT, João Coser, em entrevista à coluna nesta quarta-feira (25).

"Mas o mais significativo é que Ricardo é candidato ao governo e nós temos outro candidato ao governo. Achamos que seria antiético permanecer (em cargos de confiança na administração estadual)", completou Coser.

O presidente estadual não soube precisar quantas pessoas devem pedir exoneração. 

"Não são muitas, são pouquíssimos cargos. E não estamos falando de todas as pessoas eventualmente filiadas. O PT tem cerca de 40 mil filiados no Espírito Santo. Estamos falando de pessoas que estão lá por indicação do partido", pontuou.

Na Sesport, além de Nunes, devem sair os subsecretários Carlos Casteglione e Fernanda Souza.

O titular da pasta já deixaria o cargo de qualquer maneira, mesmo que não houvesse a resolução do diretório estadual, pois vai disputar as eleições de 2026.

Nunes é pré-candidato a deputado estadual. Por imposição da lei eleitoral, ele tem que deixar a função até o dia 5 de abril para participar do pleito.

Na Secretaria de Agricultura, vai haver ao menos a baixa de um petista, a do subsecretário de Agricultura Familiar, Rogério Favoretti.

Na Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), deve sair o diretor de Fomento e Inovação, Alexandre Passos.

A decisão do PT de deixar o governo até resolve um problema para Ricardo e evita um climão para todos os envolvidos.

Ao assumir a gestão, o emedebista vai fazer mudanças no primeiro escalão, até devido à saída de pré-candidatos de seus respectivos cargos.

As pessoas que ocupam funções no segundo e terceiro escalões também podem ser afetadas. 

Os dirigentes do PT certamente entrariam na mira, ao mesmo tempo em que não se sentiriam confortáveis, de qualquer forma, de trabalhar sob a batuta de um adversário eleitoral.

Correção

25 de Março de 2026 às 13:10

O texto informava que os subsecretários da Sesport Carlos Germano e Deyvid Hehr também deveriam pedir exoneração. Na verdade, eles não são filiados ao PT nem foram indicados pelo partido. A coluna foi corrigida.

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