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Bastidores da política

O tamanho de Vandinho Leite após reviravoltas na Assembleia do ES

Deputado estadual preside o PSDB estadual e diz que é aliado do governo Casagrande, apesar de ter sofrido reveses

Públicado em 

02 mar 2023 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Deputado estadual Vandinho Leite
Deputado estadual Vandinho Leite Crédito: Ana Salles/Ales
O deputado estadual Vandinho Leite (PSDB) não chegou a se inscrever para disputar, oficialmente, a presidência da Assembleia Legislativa do Espirito Santo. Nos bastidores, porém, movimentava-se astutamente e já contava com o apoio da maior parte dos colegas para comandar a Casa. Tal apoio, entretanto, estava condicionado ao endosso do governador Renato Casagrande (PSB).
O socialista, por sua vez, por uma série de motivos, escolheu Marcelo Santos (Podemos). O jogo, assim, virou a favor do deputado do Podemos. Em chapa única, ele foi eleito presidente.
Logo veio a dúvida se Vandinho manteria-se na base aliada ao governo ou voltaria aos tempos em que se opunha a Casagrande, como fez nos dois primeiros anos do mandato passado.
Além do revés na corrida pela Mesa Diretora da Assembleia, o parlamentar do PSDB tentou emplacar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e também não conseguiu.
“A base está desorganizada. isso é reflexo do tratamento desigual dado a deputados da base”, discursou o tucano, na sessão do último dia 15 de fevereiro.
Naquela ocasião, o governo Casagrande sofreu sua primeira e surpreendente derrota em 2023.
Uma emenda proposta por Fabrício Gandini (Cidadania), que dobrou o valor da Bolsa-Estudante a ser paga a 120 alunos do 4º ano no ensino médio, foi aprovada.
Isso alterou o projeto enviado pelo Executivo, contrariando a orientação do Palácio Anchieta.
Vandinho votou ao lado de Gandini. O deputado do Cidadania, logo depois, anunciou que saiu da base aliada e se considera independente.
O tucano, por sua vez, não adotou tal postura.
Ele emplacou aliados na Mesa Diretora – o 1º e o 2º vice-presidentes, Hudson Leal (Republicanos) e Danilo Bahiense (PL), respectivamente – mas não detém, para si mesmo, lugar de destaque no comando do Legislativo.
Na terça-feira (28), Vandinho protocolou requerimento para criar a "Frente Parlamentar Evangélica Conservadora".
O governo tem agido para amenizar o descontentamento do deputado, que é o presidente estadual do PSDB.
O partido, frise-se, é aliado da gestão, tem o vice-governador, Ricardo Ferraço.
Nos bastidores, havia a articulação para viabilizar a CPI que o tucano quer, sobre regularização fundiária.
Mas cinco comissões parlamentares de inquérito já estão em andamento. Para criar outra, somente se uma delas "caísse". Para isso, os próprios apoiadores do colegiado teriam que recuar. A ver.
Apesar de todo esse vuco-vuco, Vandinho afirmou à coluna nesta quarta-feira (1º), sem titubear, que integra a base de apoio ao governo Renato Casagrande:
"Estou na base, sou presidente do partido do vice-governador"
Vandinho Leite (PSDB) - Deputado estadual
Nem todo mundo está convencido. "Não considero ele (Vandinho) da base", disse à coluna o casagrandista Denninho Silva (União Brasil).
O Palácio Anchieta também tenta contornar a reviravolta de Gandini. Casagrande já disse à coluna que não há motivos para que parlamentar do Cidadania vá para a oposição e que "as portas estão abertas".
Na última segunda-feira (27), o vice-líder do governo na Assembleia, Tyago Hoffmann (PSB), orientou que todos votassem a favor do projeto da Bolsa-Estudante, já turbinada com a emenda de Gandini. E assim foi feito.
E QUAL O PROBLEMA?
Num universo de 30 parlamentares, talvez o leitor, ou leitora, pergunte-se qual o problema de um ou outro deixar a base aliada ou fazer movimentos dúbios na Assembleia.
Casagrande tem o apoio da maioria, é verdade. E um aliado na presidência da Casa.
Essa maioria, entretanto, tem se mostrado volátil. Prova disso foi a aprovação da emenda de Gandini, no dia 15, contrariando o Palácio.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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