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Letícia Gonçalves

O nome que o PCdoB quer emplacar como vice de Helder Salomão

Partido faz parte de uma federação com o PT. A aliança dos petistas, ao menos por enquanto, é restrita a poucas siglas

Publicado em 08 de Julho de 2026 às 16:36

Públicado em 

08 jul 2026 às 16:36
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Lançamento das pré-candidaturas de Helder Salomão e Fabiano Contarato
Lançamento das pré-candidaturas de Helder Salomão e Fabiano Contarato Davi Abarca/Divulgação


O PCdoB indicou o presidente estadual do próprio partido, Neio Lúcio Fraga Pereira, para ser vice do candidato do PT ao governo do Espírito Santo, o deputado federal Helder Salomão. O nome do comunista não foi sacramentado como o escolhido para o posto. A indicação ocorreu nesta quarta-feira (08) por meio de um comunicado enviado a lideranças petistas, mas o diálogo entre os dois partidos, especificamente sobre esse assunto, ainda está por vir.

Outra opção para encaixar Neio Pereira é a suplência do senador Fabiano Contarato (PT), que disputa a reeleição.

"A decisão expressa o entendimento de que o PCdoB deve contribuir com o processo eleitoral a partir de uma trajetória ligada à defesa da saúde pública, da valorização dos trabalhadores, da democracia, dos direitos sociais e de um projeto de desenvolvimento para o Espírito Santo, vinculado ao Projeto Nacional de Desenvolvimento", diz nota oficial enviada pelo PCdoB.

Neio é médico de família e comunidade, veio do Rio Grande do Sul para o Espírito Santo em 2019 a convite do então governador Renato Casagrande (PSB). Foi diretor-geral do Hospital Antônio Bezerra de Faria, em Vila Velha, e o primeiro presidente da Fundação Estadual de Inovação em Saúde – INOVA Capixaba.

O PCdoB faz parte da federação Brasil da Esperança, junto com PT e PV. E estava representado no evento realizado no último sábado (4) em Cariacica, quando houve o lançamento oficial das pré-candidaturas de Helder e Contarato.

PT, PV e PCdoB, entretanto, não são os únicos no entorno dos dois candidatos petistas. O PSOL também já demonstrou apoio, mas este faz parte de outra federação, ao lado da Rede.

Como a reportagem de A Gazeta mostrou, Rede e PSOL vivem um racha interno. Os psolistas defendem o alinhamento com o PT nas eleições de 2026 no Espírito Santo. A Rede, por sua vez, pende para o palanque do governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato à reeleição.

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Além disso, o PSOL também pretende ter um candidato a senador, o professor Carlos Fabian, o que aparentemente não é ponto pacífico numa aliança ampliada entre PT, PV, PCdoB e PV.

"A federação (PT, PCdoB e PV) decidiu ter apenas um candidato a senador, Fabiano Contarato. O segundo candidato que vamos apoiar, apesar de estar em outra coligação, é o ex-governador Renato Casagrande. Queremos muito que o PSOL esteja conosco, mas eles insistem na candidatura deles ao Senado, então talvez não coliguem com a gente", contou Neio, em entrevista à coluna.

O presidente da federação Brasil da Esperança no Espírito Santo é o deputado estadual João Coser, que também comanda o PT-ES. À reportagem de A Gazeta, Coser negou que haja veto à candidatura do professor Carlos Fabian.

Mas voltemos ao ponto principal deste texto, que é a indicação do PCdoB feita ao PT. 

Se a federação PSOL/Rede não se unir formalmente ao projeto de Helder Salomão, não vai poder indicar um vice, o que fortalece a pretensão dos comunistas.

Isso porque não há, hoje, outras siglas no palanque dos petistas.

Se chegarem reforços, o PCdoB está disposto a retirar a indicação.

"Se a gente puder ampliar a coligação para além dos partidos da federação e o PSOL, a gente dá a preferência para quem for compor com o Helder, mas está difícil ampliar. Então sugerimos o meu nome", ressaltou Neio Pereira.


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Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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