Além de Ricardo, aliados dele dividem os holofotes. São pré-candidatos aos cargos de deputado estadual, deputado federal e senador, por exemplo.
O mais presente nas ações do atual governo é o antecessor do emedebista, Renato Casagrande (PSB), que é pré-candidato ao Senado.
Há vedações: não se pode fazer campanha abertamente nesses eventos, pedir votos diretamente, por exemplo.
Mas o que não faltam são subterfúgios.
Além disso, as fotos e vídeos, assim como os prints, são eternos.
A participação em inaugurações pode servir depois como material de campanha em tom de prestação de contas.
O Artigo 77 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997) estabelece o seguinte:
"É proibido a qualquer candidato comparecer, nos 3 (três) meses que precedem o pleito, a inaugurações de obras públicas.
Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo sujeita o infrator à cassação do registro ou do diploma."
A lei até foi alterada, em 2009, para deixar claro que a proibição é de comparecer e não apenas de "participar" das inaugurações, verbo até então utilizado no artigo.
PAZOLINI E O CANAL DE CAMBURI
O principal adversário de Ricardo é o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Uma aliada dele, Cris Samorini (PP), está no comando do Executivo municipal.
É que a solenidade está marcada para o dia 18 de julho, quando pré-candidatos já não podem ir a eventos como esse.