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Este é um espaço para falar de Política: notícias, opiniões, bastidores, principalmente do que ocorre no Espírito Santo. A colunista ingressou na Rede Gazeta em 2006, atuou na Rádio CBN Vitória/Gazeta Online e migrou para a editoria de Política de A Gazeta em 2012, em que trabalhou como repórter e editora-adjunta

Decisão sobre candidatura de Contarato no ES é adiada

"Dia D", marcado para esta quarta-feira (15) pelas direções nacionais de PT e PSB, acabou esvaziado após as conversas sobre parcerias nos estados não avançarem

Vitória
Publicado em 15/06/2022 às 02h10
Senador Fabiano Contarato em plenária do PT realizada em Vitória
Senador Fabiano Contarato em plenária do PT realizada em Vitória. Crédito: Facebook/Fabiano Contarato

O impasse sobre a manutenção ou não da pré-candidatura do senador Fabiano Contarato (PT) ao governo do Espírito Santo não vai chegar ao fim nesta quarta-feira (15). A data era, inicialmente, o "Dia D" definido pelas direções nacionais de PT e PSB para aparar as arestas nos estados.

As conversas, no entanto, não evoluíram. Assim, segue mantido o nome do senador na corrida pelo Palácio Anchieta. E o governador Renato Casagrande (PSB) continua buscando o apoio dos petistas à reeleição, o que resultaria na retirada de Contarato do páreo.

Para pavimentar o terreno, o socialista declarou, nesta segunda-feira (13), que vai votar em Lula. Mas não quer "forçar a barra" e aguarda a movimentação do PT.

"Com a Covid-19 e as viagens, o ex-presidente Lula não poderia participar da reunião (nesta quarta). E, obviamente, ele tem um papel importante nas articulações", disse a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, ao jornal "Folha de S. Paulo", justificando o adiamento da decisão.

A presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, não deu retorno à coluna nesta terça-feira (14), mas já havia dito, no sábado (11), que o partido, no estado, esperava mais de Casagrande do que apenas a declaração de voto em Lula. A sigla quer um palanque para fazer campanha para o ex-presidente.

"Faria diferença se ele falasse que vai fazer campanha e não apenas votar no Lula. Para a militância do PT isso não altera nada. Se ele dissesse que vai fazer campanha para o Lula a militância poderia pensar em apoiá-lo", avaliou a pré-candidata do PT ao Senado Célia Tavares.

Mas não é a militância e tampouco a direção estadual do partido que vão definir se Contarato continua ou não na jogada. Tudo depende das tratativas realizadas entre as direções nacionais de PT e PSB, que têm questões a resolver em outros estados.

Contarato poderia ser usado como moeda de troca para que os petistas obtivessem o apoio dos socialistas em outra unidade da federação, por exemplo.

Presidente estadual do PSB, Alberto Gavini avaliou que "o governador já fez o que tinha que fazer" e, agora, é esperar a decisão do PT.

Ao declarar voto em Lula Casagrande reforçou que no palanque dele vai haver outros candidatos à Presidência da República, como Ciro Gomes, do PDT. Não vai ser um palanque exclusivo para Lula.

O governador tenta atrair o MDB da senadora Rose de Freitas que, ao menos por enquanto, conta com a pré-candidatura de Simone Tebet ao Palácio do Planalto. O PP. que apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL), também está com Casagrande.

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