Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Veja mais notas

Curtas políticas: "Audifax é o candidato do PP a prefeito da Serra", diz Da Vitória

Veja também: Câmara de Vitória recebe três propostas de locais para abrigar nova sede; Contarato é elogiado por associação de PMs; uma preocupação sobre a visita de Bolsonaro ao ES

Públicado em 

10 nov 2023 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Audifax Barcelos na convenção do PP
Audifax Barcelos na convenção do PP, em julho, quando já flertava com o partido Crédito: Letícia Gonçalves
A filiação do ex-prefeito Audifax Barcelos ao Progressistas (PP) está marcada para 2 de dezembro. E o presidente estadual da legenda, deputado federal Da Vitória, já cravou, em entrevista à coluna, que o futuro integrante da sigla vai ser lançado candidato a prefeito da Serra em 2024.
"Ele é nosso candidato a prefeito da Serra. É um líder, que chega com segurança para construir uma proposta", afirmou o parlamentar.
Audifax comandou a cidade por três mandatos, de 2005 a 2008 e de 2013 a 2020. Em 2022, após dois anos na planície, o ex-prefeito decidiu disputar o governo do Espírito Santo e teve um resultado tímido. Ficou em quarto lugar, com 135.512 votos (6,51%). Não ganhou nem na Serra.
No segundo turno, o ex-prefeito apoiou Carlos Manato (PL) contra Renato Casagrande (PSB). O socialista, após passar sufoco, foi reeleito.
DEVAGAR COM O ANDOR
Para o pleito do ano passado, Audifax colocou o bloco na rua com antecedência. Em setembro de 2021, já dizia que iria concorrer ao Palácio Anchieta e até ambicionava o apoio público do ex-governador Paulo Hartung (sem partido), o que não se concretizou. 
Desta vez, o ex-prefeito está mais comedido. Preferiu não conceder entrevista para confirmar se vai ou não ser candidato em 2024.
GUINADA IDEOLÓGICA
Audifax sempre foi filiado a partidos de esquerda ou centro-esquerda: PT, PSB, PDT e Rede, pelo qual concorreu ao governo. Saiu da legenda, justamente, para apoiar Manato, no ano passado.
Foi, formalmente, uma guinada ideológica, ainda que o ex-prefeito tenha ficado sem partido desde então. Afinal, há uma grande distância entre a Rede de Marina Silva e o PL de Jair Bolsonaro. Manato, aliás, fazia questão de se apresentar como o candidato de Bolsonaro no Espírito Santo.
Digo que foi uma guinada formal porque, na prática, integrantes da própria esquerda já torciam o nariz para Audifax antes mesmo dessa reviravolta. Como o PSOL, que está federado com a Rede.
É que o ex-prefeito nunca se disse mesmo um homem de esquerda. Aliás, apresenta-se como de esquerda, direita e centro. Tudo em todo lugar ao mesmo tempo.
Assim, filiar-se ao PP já não choca. Para se ter uma ideia, Audifax cogitou até integrar os quadros do PL.
O Progressistas é do Centrão. Parte dos deputados federais da sigla decidiu apoiar o governo Lula (PT) em troca de cargos e outras benesses. 
Na bancada do Espírito Santo, contudo, o partido tem Evair de Melo, ferrenho bolsonarista, e Da Vitória, que se apresenta como independente em relação ao governo federal.
OMBREADO COM CASAGRANDE?
Da Vitória e Casagrande andavam afastados, mas a coisa já melhorou. O presidente estadual do PP diz que segue firme como aliado do socialista. Isso não impede, entretanto, o partido de concorrer contra Sérgio Vidigal, outro aliado do Palácio Anchieta.
"É eleição municipal, não para governador", destacou Da Vitória. Ele tem certeza que Vidigal vai tentar a reeleição.
E ainda apostou que, se eleito prefeito, Audifax, apesar das críticas que fez a Casagrande no ano passado, "vai estar ombreado com o governador para ajudar a Serra e, consequentemente, a governabilidade do governador Casagrande".
MURIBECA NO REPUBLICANOS
Outra definição partidária que movimenta o tabuleiro da política serrana é a do deputado estadual Pablo Muribeca. Eleito pelo Patriota, ele conseguiu autorização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) para trocar de legenda.
O destino, como esperado, é o Republicanos. Muribeca é pré-candidato a prefeito da Serra.
A NOVA SEDE DA CÂMARA DE VITÓRIA
Enquanto isso, em Vitória, o presidente da Câmara municipal, Leandro Piquet (Republicanos), anunciou, no dia 4 de outubro, que está em busca de uma nova sede para o Legislativo. A ideia é alugar um prédio, que tem que ser reformado.
O atual, que pertence ao município, não tem condições de abrigar os trabalhos dos vereadores e servidores e receber o público, na avaliação de Piquet. Um relatório do Crea-ES apontou haver "risco de vida para os transeuntes".
Pois bem. Um edital foi publicado para que proprietários de imóveis apresentassem propostas. Três responderam. O prazo terminou no último dia 24.
A Câmara de Vitória realiza vistorias técnicas nos imóveis. "A gente precisa ver se os proponentes cumpriram as exigências do chamamento público. Depois, eles apresentam um projeto arquitetônico e vemos a questão dos valores", contou Piquet.
De acordo com a Câmara de Vitória, a expectativa é que a assinatura do contrato ou da ordem de serviço ocorra em dezembro.
MAS GENTE?!
Por falar em Câmara de Vitória, em dois meses, dois servidores comissionados da Casa foram presos. Os assessores estavam lotados no gabinete do vereador Duda Brasil (União Brasil), líder do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), e foram exonerados logo em seguida.
Duda não foi implicado nem é suspeito em nenhum dos casos.
Mas o fato é que, em 1º de setembro, um então assessor do vereador foi preso, em Vitória, numa operação da Polícia Federal contra o jogo do bicho. O esquema criminoso, de acordo com o Ministério Público, era liderado a partir do Rio de Janeiro, com ramificações no Espírito Santo.
O CASO DO BAFÔMETRO
A representação feita pela ONG Transparência Capixaba contra o deputado estadual Lucas Polese (PL) ainda tramita na Corregedoria da Assembleia Legislativa.
Há seis meses, Polese foi flagrado em uma blitz dirigindo o carro oficial alugado pelo Legislativo estadual. O parlamentar se recusou a fazer o teste do bafômetro e o auto de infração lavrado pela Polícia Militar registrou que o deputado apresentava "odor etílico".
Lucas Polese já apresentou defesa no âmbito da representação. De acordo com a assessoria do corregedor da Assembleia, Mazinho dos Anjos (PSDB), o tucano está estudando os argumentos do deputado do PL e vai se manifestar nos autos até o final da próxima semana.
Polese já alegou, publicamente, que decidiu não se submeter ao teste por ser perseguido pela alta cúpula da PM.
CONTARATO ELOGIADO POR PMs
Ironicamente, o senador Fabiano Contarato (PT), delegado aposentado da Polícia Civil que, frequentemente, é criticado por bolsonaristas, desta vez foi elogiado pela Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme).
Estou dizendo que a Feneme é oficialmente bolsonarista? Não. Mas é inegável que a maioria dos integrantes das corporações militares é refratária ao PT.
Contarato foi o relator, no Senado, da Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios (PL 3045/2022).
O texto, que tem pontos positivos e outros, controversos, contou com o apoio de bolsonaristas e petistas. Foi aprovado. Na Câmara dos Deputados, o relator foi Capitão Augusto (PL). 
Em nota oficial, a Feneme fez um agradecimento "muito especial" a Contarato e Augusto, "pelas articulações realizadas no parlamento visando viabilizar, ao final, a aprovação da tão sonhada LOB PM/CBM".
CONVIDADO SURPRESA?
Uma preocupação rondou os bastidores da organização do 11º Fórum Liberdade e Democracia, realizado pelo Instituto Líderes do Amanhã, nestas quinta (9) e sexta (10) em Vitória.
É que, nesta sexta, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) faz uma visita ao Espírito Santo. E se alguém o convidar para dar uma passadinha no evento? 
Boa parte do público, formada por empresários, até poderia gostar. No segundo turno de 2022, no estado, Bolsonaro obteve 58,04% dos votos e Lula, 41,96%.
Mas a presença não programada de um ex-presidente causaria muito rebuliço. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, também como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 até 2021, quando assumiu a coluna Letícia Gonçalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Brasileiro trabalha pouco? O que é produtividade e por que ela se tornou central no debate sobre escala 6x1
Imagem de destaque
Biofilia: a natureza que cura as cidades e as pessoas
Imagem de destaque
O manto da Penha sobre as chagas do Espírito Santo: a gestão que nos falta

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados