Sextou, mas não vai ter chope. Pelo menos aquele chope gelado e bem tirado que poderia reunir a vereadora do
PT de
Vitória, Karla Coser, e o subsecretário municipal de Direitos Humanos da Capital, Breno Panetto.
E como azedou essa conversa, ou melhor, o chope? Tudo aconteceu na madrugada desta sexta-feira (12), numa conversa em um grupo que reúne mais de 100 jovens militantes e políticos, à qual a coluna teve acesso.
A parlamentar petista, respondendo a um convite “metafórico” de Breno para tomar um chope, não quis saber do brinde que reuniria a parlamentar de esquerda e o militante de direita do Partido Novo.
“Eu poderia até aceitar, Breno. Mas o nível de críticas que você já fez ao meu pai impede uma aproximação nossa. Não é esse tipo de política que eu acredito. Acho você uma pessoa inteligente, mas como já disse no Cejuve [Conselho Estadual de Juventude] uma vez, é uma inteligência para operar tudo que não acredito ou concordo”, afirmou Karla.
Os diálogos são extensos e intercalados pela postagem de outros participantes do grupo que existe há mais de cinco anos.
“Não tenho nada ‘passional’ (provavelmente ele quis dizer ‘pessoal’) em relação a você e sua família, Karla. Pelo contrário. Nossos irmãos estudaram juntos na mesma sala. Minha divergência com seu pai é política e as críticas que fiz e faço são as mesmas, pois ao PT e ao Lula: usar da boa crença do povo na mudança feita ‘um cara de nós’ para fazer no poder tudo aquilo que não acredito e discordo”, disse literalmente Panetto.
Mas parece que Karla não aceitou as ponderações do subsecretário municipal dos Direitos Humanos da Capital: “Mas você chamou meu pai de ladrão. Pra mim isso é bem objetivo. [...] Ele não tem nenhuma condenação. É bem simples. Se você acha isso do meu pai, não tem como a gente beber um chope”, descartou a petista.
“Eu já sustentei o meu ponto. E ele não mistura público e privado, porque João Coser é o ex-prefeito e o meu pai. Você não criticou o mandato dele. Você chamou ele de ladrão. Você e o grupo político que você apoiou no segundo turno usaram de mentiras para crescer e vencer a eleição. Eles conseguiram, você também teria [conseguido, Paneto foi candidato a vereador, mas não foi eleito por causa do coeficiente eleitoral] não fosse o nosso sistema de contagem de votos, então quase funcionou. Tudo isso em cima de mentiras. Não preciso que você seja cordial, só gostaria que fosse verdadeiro”, escreveu a vereadora.
Portanto, diante desse diálogo em plena madrugada, donos bares de Vitória podem perder a esperança: não precisam reservar mesa para essa rodada de chope. Mas, pensando bem, com a pandemia do jeito que está, é melhor cada um beber em sua casa mesmo. Saúde!