Se quiser, pode chamar de “traficantes empreendedores”. É que um grupo de criminosos da
Grande Vitória está desde dezembro de 2020, no Twitter, vendendo os entorpecentes no modo “atacado” ou “varejo” e ainda anunciam entrega com motoboy até as 3h da madrugada. Para atrair os usuários e viciados, são oferecidos, vejam só, lança-perfume que pisca e outras drogas sintéticas.
A denúncia vem do
deputado estadual Delegado Danilo Bahiense (sem partido), que foi policial civil por mais de 30 anos e é o presidente da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Política Sobre Drogas da
Assembleia Legislativa. Segundo o parlamentar, a atuação dos “empreendedores do tráfico” não tem limite algum.
“Anunciam em vídeos o material que têm e ainda repostam a opinião dos usuários, o que é muito lamentável”, arrematou o deputado.
O perfil também apresenta mensagens que buscam fidelizar o cliente. Uma delas diz o seguinte: “A partir desta quinta feira estaremos fazendo entregas também nas madrugadas, até as 3h da manhã. Melhor preço e entrega no conforto da sua casa ou de onde estiver é com nós mesmo (sic). Estamos sempre inovando pra fazer o melhor pra vocês clientes”.
Um dos itens mais desejados pelos usuários, de acordo com o parlamentar, é o lança-perfume. “Essa tem sido a droga que tem mais enriquecido os traficantes na Capital, conforme até mesmo a
Polícia Militar falou. Verificamos que os criminosos têm comercializado isso em caixas, com 12 unidades, que saem por R$ 50”.
Além do lança-perfume, os “traficantes tuiteiros” anunciam MD, LSD, entre outras drogas, que podem ser entregues em todo o Espírito Santo. Basta apenas mandar mensagem no modo privado das redes sociais.
Diante do fato, o parlamentar vai encaminhar essa ação criminosa para que seja investigada pelo Departamento de Narcóticos da Polícia Civil e pela Polícia Federal, na figura do superintendente
Eugênio Ricas – que tem feito um trabalho de muita combatividade ao crime, de acordo com o delegado aposentado.
“O Twitter é a
rede social mais usada pelos criminosos. Vejam que os anúncios de entorpecentes e de bailes do mandela são todos feitos por lá. As inteligências das polícias precisam ‘morar’ lá para desbaratar iniciativas que só prejudicam toda a população”, sugeriu Bahiense.