A Zurich Airport, empresa que detém a concessão do Aeroporto de Vitória, quer assumir a gestão de um dos maiores aeroportos do país. A empresa fez uma proposta para administrar o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. O leilão está marcado para segunda-feira (30) na B3, a Bolsa de Valores brasileira sediada em São Paulo.
A disputa pela concessão da Tom Jobim atraiu gigantes internacionais. Os suíços, que além da capital capixaba, operam os Aeroportos de Florianópolis (SC), Natal (RN) e Macaé (RJ), vão concorrer com outros dois grandes investidores: a espanhola Aena, que no Brasil já opera os aeroportos de Congonhas (SP) e Recife (PE), entre outros, e o consórcio RioGaleão, formado pela gestora Vinci Compass e pela empresa Changi, de Singapura.
O atual concessionário é o RioGaleão, que vem enfrentando dificuldades financeiras. O leilão da próxima semana busca reestruturar a concessão. O lance mínimo será de R$ 932 milhões, por um prazo de exploração que vai até 2039.
Concedido à iniciativa privada em 2013, o Tom Jobim passou por um período prolongado de queda no movimento, cenário agravado durante a pandemia. Nos últimos anos, porém, o terminal voltou a registrar crescimento, impulsionado principalmente pelas restrições operacionais impostas ao Santos Dumont, no Centro do Rio.
O acordo de repactuação do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em junho de 2025. Hoje, 51% da concessão é administrada pelo consórcio da Changi com a Vinci Compass, que entrou na operação no ano passado. Os outros 49% são da Infraero, mas, no novo contrato, ficou acordada a saída da estatal.
LEILÃO DO AEROPORTO INTERNACIONAL DO RJ
- Empresas concorrentes: Aena, Zurich e RioGaleão (Changi + Vinci Compass)
- Duração do contrato: até 2039
- Outorga mínima: R$ 932 milhões
- Critério do leilão: maior valor de outorga
- Movimentação de passageiros: 17,5 milhões (2025)
- Capacidade: 37 milhões de passageiros por ano
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