O cotidiano das nossas cidades, a cultura, a política, a economia e o comportamento da sociedade estão no foco da coluna, que também acompanha de perto as políticas públicas e suas consequências para os cidadãos

Operadora do Aeroporto de Vitória quer assumir mega-aeroporto brasileiro

Leilão de concessão será realizado na próxima segunda-feira (30) na Bolsa de Valores B3

Vitória
Publicado em 25/03/2026 às 15h21
Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro
Aeroporto Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro. Crédito: Aeroporto Galeão/Reprodução

A Zurich Airport, empresa que detém a concessão do Aeroporto de Vitória, quer assumir a gestão de um dos maiores aeroportos do país. A empresa fez uma proposta para administrar o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. O leilão está marcado para segunda-feira (30) na B3, a Bolsa de Valores brasileira sediada em São Paulo.

A disputa pela concessão da Tom Jobim atraiu gigantes internacionais. Os suíços, que além da capital capixaba, operam os Aeroportos de Florianópolis (SC), Natal (RN) e Macaé (RJ), vão concorrer com outros dois grandes investidores: a espanhola Aena, que no Brasil já opera os aeroportos de Congonhas (SP) e Recife (PE), entre outros, e o consórcio RioGaleão, formado pela gestora Vinci Compass e pela empresa Changi, de Singapura.

O atual concessionário é o RioGaleão, que vem enfrentando dificuldades financeiras. O leilão da próxima semana busca reestruturar a concessão. O lance mínimo será de R$ 932 milhões, por um prazo de exploração que vai até 2039.

Concedido à iniciativa privada em 2013, o Tom Jobim passou por um período prolongado de queda no movimento, cenário agravado durante a pandemia. Nos últimos anos, porém, o terminal voltou a registrar crescimento, impulsionado principalmente pelas restrições operacionais impostas ao Santos Dumont, no Centro do Rio.

O acordo de repactuação do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em junho de 2025. Hoje, 51% da concessão é administrada pelo consórcio da Changi com a Vinci Compass, que entrou na operação no ano passado. Os outros 49% são da Infraero, mas, no novo contrato, ficou acordada a saída da estatal.

LEILÃO DO AEROPORTO INTERNACIONAL DO RJ

  • Empresas concorrentes: Aena, Zurich e RioGaleão (Changi + Vinci Compass)
  • Duração do contrato: até 2039
  • Outorga mínima: R$ 932 milhões
  • Critério do leilão: maior valor de outorga
  • Movimentação de passageiros: 17,5 milhões  (2025)
  • Capacidade: 37 milhões de passageiros por ano

A Gazeta integra o

Saiba mais
Aeroporto de Vitória Bolsa de Valores Rio de Janeiro (RJ) Concessionária Concessão

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.