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Que tal proibir obras no trânsito em horários de pico na Grande Vitória?

Projeto de lei veda intervenções não emergenciais nos horários de maior movimento na Região Metropolitana

Vitória
Publicado em 23/03/2026 às 15h40
Engarrafamento na Rodovia do Sol na manhã de segunda-feira (16)
Engarrafamento por causa das obras do binário da Rodovia do Sol. Crédito: Ricardo Medeiros

Você já ficou parado no trânsito por horas por causa de uma obra ou até pela troca de uma lâmpada em um poste? Essa situação, comum para quem vive na Região Metropolitana da Grande Vitória, pode estar com os dias contados. É o que propõe o deputado estadual Fabrício Gandini, com o Projeto de Lei 150/2026, protocolado na Assembleia Legislativa.

A proposta cria regras para evitar que intervenções atrapalhem o fluxo de veículos justamente nos horários de maior movimento. Na prática, fica proibida a realização de obras ou serviços não emergenciais que ocupem pistas e causem lentidão de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 16h às 19h — períodos conhecidos como “horários de pico”.

O projeto abrange as principais vias que ligam e movimentam a Grande Vitória. Estão na lista rodovias como a ES-010 (Rodovia do Sol), ES-060 (ligação com Guarapari) e ES-471 (Leste-Oeste), além da Rodovia das Paneleiras.

Também entram as principais conexões entre cidades, como a Terceira Ponte, a Segunda Ponte e o complexo das Cinco Pontes.

Nos corredores urbanos, a regra alcança avenidas de grande circulação em Vitória, como Fernando Ferrari, Reta da Penha, Leitão da Silva, Avenida Vitória, Dante Michelini e Serafim Derenzi; na Serra, Norte-Sul, Eldes Scherrer, Central de Laranjeiras e Mestre Álvaro; em Vila Velha, Carlos Lindenberg, Darly Santos e Champagnat; e, em Cariacica, Mário Gurgel e Expedito Garcia.

O projeto de Gandini também prevê que órgãos públicos e empresas planejem suas intervenções fora dos horários de pico, adotem medidas para reduzir impactos no trânsito e comuniquem previamente a população. Situações emergenciais e serviços essenciais continuam permitidos, desde que devidamente justificados.

Outro ponto importante é a integração entre Estado e municípios. A proposta incentiva convênios e ações conjuntas para padronizar regras e evitar que motoristas enfrentem normas diferentes em trajetos curtos entre cidades da região metropolitana.

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