Nove meses após a instauração de um inquérito civil pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) para apurar possíveis irregularidades nas mudanças no trânsito da Enseada do Suá, a Associação de Moradores, Empresários e Investidores da Enseada do Suá (Amei-ES) afirma que segue sem informações sobre o andamento das investigações e pede um posicionamento do órgão.
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Segundo a entidade, foram realizadas diversas tentativas de contato com o MPES para obter informações sobre o inquérito, instaurado em 20 de outubro de 2025, que apura as alterações implementadas na Rua Clóvis Machado, acesso à Terceira Ponte. Entre as mudanças questionadas estão a transformação da via em mão dupla e a eliminação de vagas de estacionamento. Até o momento, a associação afirma não ter recebido retorno.
De acordo com a Amei-ES, não foi executado integralmente o projeto licitado e aprovado pela comunidade em pelo menos três pontos. O presidente da associação, José Márcio de Barros, afirma que moradores e comerciantes participaram de reuniões com os órgãos responsáveis, mas ainda aguardam esclarecimentos sobre as providências adotadas e o andamento da investigação.
"A comunidade espera transparência e uma resposta sobre um tema que impacta diretamente a mobilidade, o comércio e a qualidade de vida na Enseada do Suá. Queremos apenas saber em que estágio está a apuração e quais medidas serão tomadas", afirma José Márcio.
O QUE DIZ O MPES
A coluna procurou a assessoria do Ministério Público do Espírito Santo para que o órgão se manifestasse sobre a reclamação da Associação de Moradores, Empresários e Investidores da Enseada do Suá e a investigação sobre as mudanças de trânsito na região, mas não houve retorno. O espaço continua disponível ao MPES.
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