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Leonel Ximenes

Noiva que atravessou a Romaria dos Homens conta sua aventura para casar

Atrasada e vestida para o casamento, Ketlyn Oliveira foi aplaudida pela multidão quando cruzou a Av. Lindenberg, a pé, rumo à igreja

Públicado em 

26 abr 2022 às 17:26
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Ketlyn está passando a lua de mel em Porto de Galinhas (PE)
Ketlyn está passando a lua de mel em Porto de Galinhas (PE) Crédito: Divulgação
O dia 23 de abril de 2022 vai ficar marcado para o resto da vida de Ketlyn Nascimento Machado Oliveira, de 23 anos. Além de ter sido o dia do seu casamento, a vendedora teve que atravessar a pé a Romaria dos Homens, na altura de Cobilândia, para chegar a tempo de se casar. Chegar a tempo é força de expressão, porque a cerimônia começou com duas horas de atraso. Mas ela conseguiu. E conta como foi a maior aventura da sua vida.
“Foi estressante, fiquei nervosa, mas consegui me casar", suspira Ketlyn, que conversou com a coluna no intervalo da sua lua de mel que está sendo curtida na paradisíaca Porto de Galinhas, no litoral de Pernambuco.
Ela conta que marcou o casamento com Filipe de Souza Oliveira, de 26 anos, em dezembro do ano passado, durante a festa de noivado. “Naquela época não se falava em Festa de Penha presencial. Além disso, marquei a cerimônia para 23 de abril porque foi nessa data, há seis anos, que conheci o meu agora marido e também porque era meu período de 20 dias de férias.”
Pois é, mas o calendário conspirou contra o casal, especialmente contra a noiva, que não imaginava a dificuldade que teria para chegar na igreja e realizar o sonho do casamento com o homem que ama.
"Deus me honrou desde o começo, recebi muito carinho dos fiéis na romaria, pararam para eu poder passar, fui aplaudida e no final deu tudo certo. Tivemos uma cerimônia linda com a bênção de Deus"
Ketlyn Nascimento Machado Oliveira - Vendedora
Ketlyn foi se arrumar para o grande momento num salão de beleza no bairro Ataíde, em Vila Velha. Quando estava pronta, seu irmão foi buscá-la de carro. Era apenas o começo de momentos muito tensos. O irmão ficou retido na barreira policial formada para dar segurança à Romaria dos Homens. Apesar dos apelos, os guardas não o deixaram passar para buscar a irmã noiva.
Ele tinha acabado de levar um parente para a igreja em Alvorada, local do casamento de Ketlyn e Filipe. O irmão motorista foi orientado a dar a volta pela Rodovia Leste-Oeste, o que acabou atrasando sua missão de buscar a irmã. Na volta do salão, já atrasados, eles, acompanhados da mãe, tentaram passar pela barreira policial para acessar Alvorada.
Duas horas depois do horário previsto, Ketlyn finalmente se casa na igreja
Duas horas depois do horário previsto, Ketlyn finalmente se casa na igreja Crédito: Divulgação
“Levantei o vidro do carro e pedi ao policial: ‘por favor, moço, eu vou casar, preciso passar para chegar à igreja’”. Nada feito - os policiais não abriram exceção para a moça, que foi orientada, junto com o irmão motorista, a passar novamente pela Leste-Oeste. Neste meio tempo, a pressão aumentou - ela chegou a receber uma ligação do pai dela, que estava esperando a filha na igreja.
Desesperada com o atraso, quando ela chegou na margem da Avenida Lindenberg, na reta da igreja, deixou o carro, cruzou a via tomada de romeiros e seguiu a passos largos, por cerca de 500 metros, rumo à Igreja Assembleia de Deus, onde foi realizada a cerimônia.
“Os romeiros nos aplaudiram e fizeram muito barulho quando passei correndo, com minha mãe segurando meu vestido, atravessando a avenida”, recorda a noiva. Neste meio tempo, o pastor que iria presidir a celebração enviou um fotógrafo, de carro, para pegar Ketlyn, mas não adiantou: “Eu estava tão atrasada e desesperada que não esperei ninguém; fui a pé mesmo”, conta a vendedora.
Depois da pequena maratona e do sufoco, a solidariedade. Um grupo de amigas a esperou do lado de fora da igreja. Todas se mobilizaram para ajeitar o vestido de noiva e retocar a maquiagem de Ketlyn, que naturalmente precisava desses ajustes estéticos depois de tanta correria.
A cerimônia de casamento, que estava marcada inicialmente para 18h30, aconteceu às 20h30. “Mas as pessoas entenderam o que passei e ninguém reclamou. O pastor até brincou com a situação”, respira aliviada a vendedora, que já foi católica, participou de muitas romarias e hoje é integrante da Igreja Batista.
Por fim, um conselho muito útil de Ketlyn: "E como eu disse quando li sua reportagem, levem muito a sério, não casem no dia de romaria". Anotaram?

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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