“Partir é morrer um pouco, mas morrer é partir demais.” O autor dessa frase, que soube viver intensamente cada dia da sua vida e nunca parou de caminhar, é Carlos Roberto Buteri, de 66 anos, que infelizmente partiu demais e morreu nesta sexta-feira (6), em Vitória, de causa não informada.
Conhecido também como “Buta”, junção de Buteri e Buda, era um advogado que fez da simplicidade sua razão de viver. Budista por convicção, não deixava de frequentar a católica Catedral Metropolitana, na Cidade Alta, bairro onde vivia e distribuía abraços e sorrisos a quem encontrava. Para ele, a espiritualidade era fator de união - nunca de conflito.
Como discípulo de Buda, não era afeito a luxos e sofisticações. Frequentador de botecos, onde irradiava alegria, ele não tinha constrangimento nenhum em, por exemplo, nas redes sociais, toda a semana, postar uma foto comendo um suculento PF no Centro histórico da Capital. Era o famoso “PF da segunda”.
Outro traço marcante do advogado era a paixão pelas caminhadas, no Espírito Santo e pelo Brasil afora. De posse de um cajado, lá ia Buteri contemplando, admirando e inspirando pessoas por onde passava. Um “peregrino das estradas”, como amigos o homenagearam na dolorosa postagem anunciando seu falecimento repentino.
O velório de Buteri começa nesta sexta-feira, a partir das 17h, no Cemitério Parque da Paz em Cariacica, o mesmo local do seu sepultamento, neste sábado (7), às 10h.
Divorciado e pai de três filhas, Carlos Roberto Buteri, além de deixar uma imensa saudade em quem teve o privilégio de conhecê-lo ou conviver com ele, nos ensina que a beleza pode estar presente nas coisas mais simples da vida. Nós é que complicamos tudo.
Vá na paz, dr. Buteri!
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