As mortes em confronto com a polícia, no Espírito Santo, tiveram seu terceiro aumento consecutivo, de acordo com informações do Observatório da Segurança Cidadã, do
Instituto Jones dos Santos Neves.
Em 2016, foram registrados 34 óbitos deste tipo. Já em 2017 e em 2018, os números foram os mesmos: 30. Já em 2019, essa quantidade avançou para 32. Em 2020, houve um acréscimo, chegando a 40 mortes. E, em 2021, o maior quantitativo desde 2016, com 43 ocorrências.
Chama a atenção que, no ano passado, a faixa etária dominante de pessoas que morreram em confronto com a polícia foi de 15 a 29 anos (31 mortos ou 72% do total) e, com relação à cor/raça, 36 deles eram pardos, o que representa 84% dos mortos. Todos os 43 que morreram em confronto com a polícia eram do sexo masculino.
O Espírito Santo está inserido numa tendência nacional. O Brasil teve em 2020 o maior número de pessoas mortas pela polícia de toda a série histórica do Fórum Brasileiro de
Segurança Pública, que coleta os dados desde 2013. Foi o que revelou o 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o mais recente estudo sobre o tema.
Houve, no país, 6.416 mortos pelas
polícias Civil e
Militar, por agentes de folga ou em serviço. Um ligeiro aumento de 1% na comparação com 2019.