Nunca é cedo para empreender e ganhar dinheiro. A lição não foi apreendida nas salas de aula de MBA, mesmo porque o personagem de que estamos falando tem apenas 13 anos de idade. Calebe Arantes Abílio, morador da zona rural de
Vargem Alta, descobriu no cultivo de cactos e suculentas um negócio promissor e que já está lhe dando recursos para garantir sua faculdade no futuro.
Morador da localidade de Vila Esperança, ele começou a cultivar as plantas, que são vendidas em um restaurante da cidade da
Região Serrana do Estado, incentivado pela família. As mudas variam de R$ 3 a R$ 150, e o resultado financeiro do pequeno negócio está sendo devidamente poupado ou reinvestido na própria atividade.
“No inverno as pessoas vêm mais para cá, para a região montanhosa. No
verão eu vendo menos. Tem dado um dinheiro razoável, que eu guardo em uma conta que meus pais abriram para mim no banco”, diz com orgulho o jovem empreendedor, em depoimento ao site da Prefeitura de Vargem Alta.
Calebe tem o apoio entusiástico dos pais, mas foi uma outra pessoa muito especial na vida dele que lhe despertou o amor pelas plantas ornamentais. “Minha avó tinha uma mudinha de cactos e me deu. Daí eu fui cuidando, pegando a experiência de cuidar. Depois comprei algumas mudas de suculentas e o negócio foi só crescendo.”
Religioso, Calebe reserva palavras de carinho, reconhecimento e até uma homenagem explícita a Deus. Ele deu o nome da estufa onde são cultivados os cactos e as suculentas de Abbasuculentas. E explica: “A palavra ‘abba’ significa pai. Escolhi o nome pois se não fosse o meu pai do céu essa ideia não teria ido para frente e meu maior apoiador é meu pai terreno”.
O pai terreno a que se refere o jovem empresário é Mário Sérgio Abílio, de 49 anos, que não economiza palavras para elogiar a iniciativa do filho. “Ele sabe conversar com as pessoas, é obediente, carinhoso, tem opinião própria, é companheiro. Está descobrindo novas oportunidades de crescer.”
Outro importante apoio do jovem empreendedor vem da sua mãe, Diciula Arantes Cardoso Abílio, 41 anos, que destaca o incentivo que a família dá ao precoce negócio do filho e o papel da educação na trajetória do rapaz: “Desde novinho trabalhamos essas questões na vida dele e assim o temos conduzido e vendo ele crescer em sabedoria, na obediência, no amor pelo senhor Jesus, em se importar com o outro, no cuidado e responsabilidade com os estudos, com suas plantas, nos treinos de teclado, violino e judô”, enumera.
Apesar de tantas tarefas, Calebe consegue conciliar o estudo com a sua atividade comercial. Na parte da manhã, ele estuda em uma escola da região onde cursa o 7º ano. No período da tarde, se dedica a fazer suas tarefas escolares, brincar e cuidar dos seus cactos e suculentas. “Não tem segredo. Eu mesmo cuido de todas as minhas plantinhas. É irrigar, podar, adubar. Faço tudo com muito carinho.”