Dez novos cachorros, com habilidades operacionais acima da média, vão chegar para reforçar e aumentar o plantel do Batalhão de Ações com Cães da
Polícia Militar. Os animais vão custar R$ 345.375,00 - cerca de R$ 34,5 mil, em média, cada cachorro. O resultado da licitação foi publicado na última terça-feira (9), no Diário Oficial do Estado.
Quatro cachorros vão ser empregados na detecção de drogas e outras indicações de buscas. Outros três serão destinados para serem treinados com a finalidade de desempenharem a atividade policial comum. Dois vão ser utilizados na proteção/guarda, enquanto o último será adotado para atividades policiais mais complexas.
Por exigência do edital de licitação, pelo menos um dos pais ou um dos avós do animal têm de ser titulados em IGP, Mondioring, KNPV, Ring Francês ou certificação reconhecida pelas entidades cinotécnicas ou pelo Conselho Nacional de Comandantes Gerais (CNCG) da PM/BM.
Os cachorros escolhidos para integrarem o batalhão são da raça pastor alemão ou pastor belga. A PM justifica a compra dos cães especializados: “A realidade do enfrentamento à criminalidade violenta requer cada vez mais a inserção de cães devidamente treinados no desempenho das atividades inerentes ao policiamento ostensivo”.
Além disso, existe outro fator: o tempo de vida dos cães e a necessidade de aposentá-los. O pastor alemão vive de nove a 13 anos. Sendo assim, a PM aponta que “dentre os principais fatores que influem na quantidade de animais hospedados em uma Unidade Canina, estão o óbito, a aposentadoria por idade ou doença e a inservibilidade”.
Operações recentes da PM com os cachorros ajudaram a apreender armas de fogo e entorpecentes. Recentemente, o
governo do Estado promoveu a unidade com cães para o status de batalhão.