Após mais uma discussão, Abraão de Oliveira Soares, 42 anos, matou a pauladas a irmã, a manicure Miriam Soares de Oliveira, 39, e a enterrou no quintal de casa, em Serra Dourada I, na Serra. A família passou quatro dias procurando por ela, até que a mãe deles, Magali Morais de Oliveira Soares, 65, encontrou o corpo da filha na tarde deste sábado (16).
A mãe disse, em entrevista ao repórter Paulo Ricardo Sobral, da TV Gazeta, que estava lavando roupa no quintal quando sentiu um forte cheiro. Ao remexer no canteiro de plantas, encontrou o corpo. Ela chamou a polícia, sem comentar com Abraão, já desconfiada que o próprio filho havia matado a irmã devido às constantes brigas entre os dois. Quando os policiais chegaram e o interrogaram, logo admitiu o crime.
Magali contou que a filha havia desaparecido na última terça-feira (12) e a família estava desesperada à sua procura. Vários panfletos chegaram a ser espalhados pela Grande Vitória na esperança de localizar a manicure.
Ainda segundo os relatos de Magali, não havia outras pessoas em casa no dia do crime. Todo mundo havia saído e os irmãos ficaram sozinhos. A mãe acredita que eles começaram a discutir por causa das plantas que a Miriam cuidava. Informações da polícia indicam que Abraão matou a manicure a pauladas e conseguiu enterrar o corpo antes de a família retornar para a residência.
Irmão foi autuado e preso
A Polícia Militar foi ao local do crime e, depois, encaminhou Abraão para a delegacia. A Polícia Civil informou que, neste momento, não foi possível a autuação em flagrante pelo homicídio. "O suspeito, contudo, será indiciado pelo crime no decorrer da investigação e na conclusão do inquérito policial. O conduzido foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver, por se tratar de crime permanente", explicou a delegada Gabriela Enne, do gabinete do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP).
Em consulta aos sistemas policiais, foi verificado que Abraão já possuía histórico de ocorrência relacionada ao crime de ameaça.
O corpo de Miriam ainda está no Instituto Médico Legal (IML) de Vitória, enquanto Abraão foi levado para o Centro de Triagem de Viana.
Para a mãe, o crime foi premeditado, considerando a relação conturbada dos filhos. Magali informou que não pretende pagar advogado para fazer a defesa de Abraão ou mesmo visitá-lo na prisão e finalizou dizendo que espera que ele fique na cadeia para cumprir a pena pelo assassinato.