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Leonel Ximenes

Depois da megafusão, shopping no ES pode ser vendido

Pacote de R$ 800 milhões envolve quatro centros de compras no país; objetivo é evitar questionamentos do Cade sobre uma eventual concentração de mercado

Publicado em 09 de Maio de 2022 às 14:05

Públicado em 

09 mai 2022 às 14:05
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
Data: 08/01/2010 - ES - Vila Velha - Boulevard Shopping
O Boulevard Shopping em Vila Velha é controlado pelo grupo Aliansce Sonae  Crédito: Carlos Alberto Silva
O Boulevard Shopping de Vila Velha pode ser vendido pelo grupo Aliansce Sonae para fundos imobiliários, junto com outros três centros comerciais, num megapacote que pode chegar a R$ 800 milhões. O pacotão, segundo o jornal O Estado de São Paulo, inclui o Boulevard Londrina (PR), o Uberlândia Shopping (MG) e um quarto empreendimento a ser definido no Rio de Janeiro.
A venda dos ativos tem por objetivo, de acordo com o jornal, evitar questionamentos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a respeito de uma concentração de mercado com a futura fusão entre a Aliansce e a BrMalls, fechada há cerca de 10 dias.
Se concretizada, a transação dará origem ao maior conglomerado do setor de shopping centers na América Latina, com 69 unidades – muito mais que seus principais concorrentes Multiplan (20) e Iguatemi (16). Em algumas cidades, Aliansce e BrMalls juntas dominariam o mercado, concentração que pode entrar no radar do Cade. Na maioria dos casos, entretanto, os centros de compras estão espalhados pelo país.
O problema está em algumas cidades nas quais Aliansce e BrMalls já têm empreendimentos e, combinadas, passariam a dominar o mercado. É o caso de Vila Velha, onde o novo conglomerado teria o controle dos Shoppings Boulevard e Vila Velha.
No Rio, por exemplo, a Aliansce é dona do Via Parque (Barra da Tijuca), Shopping Leblon, Carioca Shopping (Vila da Penha) e Bangu Shopping. Ao se desfazer dos ativos, a ideia é reduzir essa concentração preventivamente e evitar que o processo fique parado por muito tempo no órgão antitruste do Ministério da Justiça.
A fusão já foi aprovada pelos conselhos de ambas empresas e será submetida à aprovação dos acionistas em assembleia a ser convocada nesta semana. As conversas para venda ocorrem com quatro fundos imobiliários diferentes. Um deles propôs comprar o pacotão com todos, mas o preço oferecido não agradou, ainda segundo o Estadão.
Nos próximos dias, as partes vão assinar memorandos de entendimento sobre as vendas – que estarão condicionadas à aprovação da fusão pelos acionistas.

Leonel Ximenes

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Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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