Para ter polenta, tem que ter milho. E para ter milho, é preciso plantá-lo, certo? E para se fazer a mais tradicional iguaria da cozinha italiana no
Espírito Santo, é preciso ter o cereal que faz o fubá, que se transforma em polenta. A receita é esta.
Juntando a fome com a vontade de comer, começa neste sábado (19), em
Venda Nova do Imigrante, o tradicional “Plantio do Milho”, alimento que será colhido em outubro, em perfeitas condições, para ser servido na também tradicional Festa da Polenta, agora em sua 44ª edição.
A primeira “garfada”, neste sábado, dia de São José, está mobilizando a diretoria da Associação Festa da Polenta (Afepol) e centenas de voluntários que vão plantar o milho da festa na propriedade do senhor Clementino Caliman, no bairro Lavrinhas, às 15h30. O plantio também está aberto aos turistas que quiserem ajudar no mutirão.
Além de depositar cada grão nas pequenas covas na lavoura, os voluntários também vão depositar a esperança de que, desta vez, a mais tradicional festa das montanhas capixabas será inteiramente presencial - em 2020 foi virtual
e no ano passado, semipresencial.
O evento será realizado em dois finais de semana - 7, 8 e 9 e 14, 15 e 16 de outubro - no Centro de Eventos Padre Cleto Caliman e terá, claro, muita música, dança, comida e cultura. Afinal, estamos falando de uma festa italiana.
O plantio do milho para a Festa da Polenta também recria o modo de cultivo dos primeiros imigrantes, cujas famílias tinham poucos recursos. Agora, voluntários de várias gerações se vestem com trajes típicos, se encontram para plantar o milho e revivem os costumes do início da chegada das primeiras famílias provenientes da Itália em Venda Nova, relembrando a rotina dos nonos e das nonas.
Além de reproduzir as vestes e o modo de produção, vários rituais são mantidos como o lanche distribuído no meio do trabalho e a confraternização ao final, com música e muitas comidas típicas. Comidas simples como inhame e banana cozida compõem as ofertas, que resgatam antigas e deliciosas receitas.
Depois de terminados os trabalhos, uma mesa farta espera os voluntários. Enquanto saboreiam as delícias oferecidas, todos conversam, relembram histórias e, como sempre, cantam as mais lindas cancionetas italianas.