O Real, segundo o boletim financeiro do jogo publicado no site da Federação de Futebol do ES, colocou 200 ingressos à disposição. Destes, 100 foram para arquibancada inteira, 50 para arquibancada meia e outros 50 de cortesia. Nenhum bilhete, com valores entre R$ 10 e R$ 20, foi comercializado. Já das gratuidades, somente sete foram alvos de interesse.
Se não houve receita, houve despesas. E o mandante arcou com R$ 5.852,63 em custos, que envolveram remuneração de arbitragem, transporte de van, INSS e outros. Houve também um curioso custo de seguro-torcedor. Como só sete estiveram presentes (mas não pagaram), foi feita a cobrança de R$ 0,63 no total, ou seja, R$ 0,09 para cada um que esteve na arena.
E o placar? Ah, sim, ficou 2 a 1 para o Rio Branco-VN.
Em entrevista ao portal Rede Notícia ES, o presidente do Real Noroeste, Flares Rocha, contestou o borderô da partida e afirmou que, na realidade, não foi disponibilizado nenhum ingresso como cortesia e que os sete presentes ao estádio foram integrantes da comissão técnica do próprio clube.
Rocha explicou que o Real sofreu uma punição devido a tumultos ocorridos no último jogo da Copa ES do ano passado diante da Desportiva e que, nas cinco primeiras partidas do campeonato deste ano, só é permitido liberar o acesso de mulheres ou crianças, o que, segundo ele, foi o motivo do não comparecimento de público pagante.
“Mulheres e crianças geralmente vão aos estádios acompanhadas e acredito que este deva ser o motivo da não venda de ingresso”, concluiu o dirigente.