Está em tramitação na Assembleia Legislativa um projeto de lei, do deputado Sérgio Meneguelli (PSD), que declara o Cemitério de Santo Antônio, em Vitória, patrimônio material, cultural e histórico do Espírito Santo.
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Inaugurado em 1º de maio de 1912, o cemitério, que atualmente virou atração turística, surgiu com as reformas sanitárias do fim do século XIX, quando os sepultamentos deixaram as igrejas e passaram para espaços públicos. Desde então, é o principal local de sepultamento de Vitória e acompanha mais de um século de história capixaba.
O local abriga a memória de famílias e personalidades que marcaram o Espírito Santo, como a do ex-governador e ex-senador Carlos Lindenberg e do ex-deputado Darcy Castello de Mendonça, cujo nome homenageia a Terceira Ponte, que liga Vitória a Vila Velha.
Além dele, também estão no local o monumento a Henrique Moscoso, que contribuiu com o desenvolvimento do Estado e deu nome ao Parque Moscoso, no Centro da Capital.
TIPOS POPULARES
Entre os tipos mais conhecidos estão o "Menino Fernandinho", uma das figuras mais populares do cemitério. Embora seus restos mortais tenham sido trasladados nos anos 1990, o seu túmulo original permanece como um dos principais pontos de devoção e promessas por milagres.
Outro túmulo muito procurado é o da cigana Adélia Kostik, onde populares e devotos realizam oferendas em busca de graças e milagres.
“Por sua relevância histórica, cultural, artística, arquitetônica, antropológica e memorial,
o Cemitério de Santo Antônio reúne atributos que justificam plenamente sua
declaração como patrimônio material, cultural e histórico do Estado do Espírito Santo”, defende Meneguelli.
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