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Leonel Ximenes

Capixaba guarda papel higiênico ucraniano com a cara de Putin

Relíquia foi comprada pelo aposentado em 2019 em um camelô em Kiev, capital da Ucrânia

Públicado em 

25 fev 2022 às 02:09
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Os dois rolos de papel higiênico serão dados de presente para dois amigos do aposentado Idivarcy Martins
Os dois rolos de papel higiênico serão dados de presente para dois amigos do aposentado Idivarcy Martins Crédito: Divulgação
Logo quando soube do ataque russo à Ucrânia, nesta quinta-feira (24), o aposentado capixaba Idivarcy Martins, de 77 anos, lembrou-se de correr para a gaveta do seu escritório, em busca de uma preciosidade que estava guardada desde 2019: dois rolos de papel higiênico estampados com a imagem do presidente da Rússia e uma mensagem agressiva, em ucraniano: “Putin, vai se f…”
Ex-militante do PCB e dirigente histórico comunista, Idivarcy, que nasceu em Pancas, viveu no Rio de Janeiro e morou cinco anos exilado em Moscou, conta que comprou as duas “lembranças” há três anos, quando foi à Ucrânia participar do casamento do seu filho Igor com uma ucraniana. Hoje o casal mora em São Paulo e tem uma filha de 1 ano de idade.
“Esses papéis higiênicos são vendidos aos milhares nos camelôs em Kiev (capital da Ucrânia). Mostra claramente que os ucranianos odeiam os russos”, destaca Martins, que lembra que o país atacado por Vladimir Putin sofre com o vizinho desde os tempos da antiga União Soviética, da qual a Ucrânia fazia parte.
“Lá até hoje existe um sentimento anti-soviético que vem da época de Stálin (líder comunista da antiga União Soviética), que massacrou os ucranianos. Essa memória histórica foi passada de geração em geração e chegou até os jovens ucranianos da atualidade”, explica Martins.
O ex-dirigente comunista e ex-assessor parlamentar, que atualmente mora em Santa Lúcia, Vitória, não tem palavras elogiosas para o chamado novo czar russo: “Putin é um horror, ele quer controlar a Ucrânia, país que é grande produtor de alimentos na Europa. Essa guerra não tem nada a ver, é um sofrimento, um absurdo”, critica com veemência.
Apesar da grande experiência acumulada e da militância política intensa, Idivarcy Martins, que atualmente está filiado ao PSDB, admite que não acreditava que Moscou fosse afrontar a comunidade internacional com o ato de guerra: “Realmente eu achava que a Rússia não iria atacar a Ucrânia até um dia antes de se consumar a agressão”.
Voltando ao papel higiênico, o velho comunista revela que guardou os dois rolos para presentear dois amigos jornalistas do Espírito Santo, o que ainda não conseguiu. Aos futuros presenteados com a relíquia, ele manda um recado atestando a boa procedência do produto: “Estão limpinhos, não arranham e tem uma qualidade muito razoável”.
O problema é se Putin acordar mal-humorado (ou enfezado?) e não gostar da “homenagem”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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