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Leonel Ximenes

Até uma pequena cidade do ES já vive sob ameaça de submetralhadoras

Uma das preferidas pelos traficantes, arma foi apreendida no interior de um município de menos de 30 mil habitantes

Publicado em 13 de Maio de 2021 às 18:38

Públicado em 

13 mai 2021 às 18:38
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O detido e a arma aprendida foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Venda Nova do Imigrante
O detido e a arma aprendida foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Venda Nova do Imigrante Crédito: Sesp
Vedete dos traficantes da Grande Vitória, as submetralhadoras já estão ameaçando até pequenas cidades do interior do Espírito Santo. É o caso de Iúna, na região do Caparaó, que tem pouco mais de 29 mil habitantes. A cidade, que faz divisa com Minas Gerais, se destaca como importante polo de café arábica, de reconhecida qualidade. Violência, lá, só no passado distante, marcado por brigas políticas entre famílias e disputa por terras.
Na última segunda-feira (10), a Polícia Militar apreendeu uma submetralhadora caseira enquanto fazia patrulhamento no Distrito de Nossa Senhora das Graças. Avistado, o suspeito se mostrou assustado e fugiu rumo a uma lavoura de café, onde dispensou um objeto, no caso, a arma do tipo calibre 38.
Foi iniciada a busca a fim de localizar o objeto e o indivíduo, e acabou sendo recolhida uma submetralhadora calibre 380 com dois carregadores e seis munições intactas. Os policiais permaneceram no local na expectativa de que o homem retornasse ao local para buscar a arma de fogo que havia deixado. Pouco tempo depois o acusado retornou a pé ao local para buscar o armamento e foi surpreendido e detido pelos PMs.
O que chama atenção é o fato de o suspeito ter contado que pagou R$ 4 mil pela arma. Procurado pela coluna, o presidente da Comissão de Proteção à Criança e ao Adolescente e de Política Sobre Drogas da Assembleia Legislativa, deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido), analisou o problema.
"Áreas de divisa de Estado são muito procuradas pelos traficantes e nem mesmo Iúna está livre disso, infelizmente. No campo, os bandidos se aproveitam do baixo efetivo e de ambientes poucos organizados, sem iluminação, para atacar. Ainda há um grande problema social, no qual jovens acabam sendo seduzidos pela droga, o que é lamentável”.
A apreensão da submetralhadora em Iúna não é um caso isolado no Estado. Como a coluna mostrou, a polícia apreendeu mais esse tipo de arma, no primeiro trimestre deste ano, do que nos anos de 2019 e 2018 juntos. De janeiro a março, foram retiradas de circulação 54 submetralhadoras, enquanto em 2018 e 2019 foram 48, no total. No ano passado, um recorde, com 137 apreensões.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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