A aplicação da vacina BCG, que protege contra a
tuberculose e foi desenvolvida há 101 anos, é um desafio no Espírito Santo. Em 2021, foram 46.658 doses injetadas do imunizante contra
tuberculose em pacientes do Estado. O número, contudo, não acompanha a quantidade de nascimentos.
Apesar de ser indicada para crianças de até quatro anos, 11 meses e 29 dias, o ideal é que seja aplicada logo antes de o bebê deixar a maternidade.
Para os recém-nascidos receberem a vacina, eles devem apresentar um peso igual ou maior que dois quilos e estarem em perfeitas condições de saúde.
Sendo assim, segundo o Portal do Registro Civil, o Espírito Santo contabilizou 53.340 nascimentos em 2021. Desta forma, a imunização, caso só atingisse esse público recém-nascido, só teria a cobertura de 87,47% das crianças nascidas no Estado. De acordo com o SUS, essa cobertura, a partir dos dados oficiais do
Ministério da Saúde, ficou em 84,36%.
Neste ano, o cenário não é diferente. Os dados mais atualizados do Portal do Registro Civil somam 42.098 nascimentos. E as informações do SUS, que aos poucos estão sendo atualizadas, apontam 18.429 doses de vacina BCG aplicadas.
Atualmente, esse universo de recém-nascidos imunizados seria de 43,77% dos pequenos que chegaram ao mundo recentemente.
Pelas informações do
SUS, a cobertura atual é de 40,98%, menor até do que o comparativo por meio da quantidade de registrados vivos nos cartórios.
Não se pode brincar com uma doença que já provocou tantas mortes ao longo da história da humanidade.