Elenco mais caro da América do Sul, jogadores talentosos e um técnico renomado. O Flamengo tem todos os ingredientes para apresentar um futebol muito melhor do que tem jogado. Mas o que falta? Por que não está dando certo a ponto do Rubro-negro ser derrotado por uma equipe que teria dois meses da folha salarial do elenco quitada integralmente apenas com um salário do Gabigol?
A ilusão do Campeonato Carioca, título fácil e sofrendo apenas um gol em toda a competição já ficou para trás. No Brasileirão já são três jogos sem vitórias, e na Libertadores são duas derrotas consecutivas. Nos últimos seis jogos, a única vitória foi sobre o Amazonas na Copa do Brasil, um 1 a 0 sofrível em mais um dia de futebol muito pobre. Em se tratando exclusivamente de performance dentro de campo, talvez o Flamengo viva o seu pior momento desde 2019.
Tite, apesar de muito bom técnico, não tem o perfil do Flamengo, muito menos do futebol que o clube se acostumou a jogar nos últimos anos. A segurança defensiva é a marca do treinador, o que o próprio já deixou bem claro ao longo de sua carreira. E essa equipe do Flamengo acaba sendo obrigada a mudar muito sua característica quando passa a se preocupar primeiro em não tomar gol. É como frear o ímpeto do time.
E no ataque, onde deveria estar concentrada a maior efetividade deste elenco, o Flamengo tem se tornado previsível. Como Tite definiu o esquema tático com pontas como o principal. O meia ofensivo junta-se a Pedro e se forma uma linha de quatro jogadores no ataque. Mas cada um atuando exclusivamente na sua posição, algo muito parecido com o que vimos no Brasil na Copa do Mundo do Catar. Fica estático e facilita a defesa adversária.
E por último na apatia e ineficiência dos jogadores, que foi o que aconteceu diante do Palestino, um jogo em que chances foram criadas, mas ninguém foi capaz de colocar a bola na rede. Gabigol, Pedro, Bruno Henrique e De La Cruz perderam gols que não podem perder. Uma displicência que pode cobrar muito caro na Libertadores.