Em 2025, o Espírito Santo se manteve como líder no setor brasileiro de rochas naturais, sendo consolidado como principal polo exportador do país. Dos US$ 1,48 bilhão exportados pelo Brasil, US$ 1,16 bilhão tiveram origem no Estado, o equivalente a 78,5% de participação nacional, segundo dados da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). Minas Gerais (9,1%) e Ceará (7,4%) ocupam as duas posições seguintes.
O valor representa um crescimento de 12,2% em relação a 2024 e configura o maior faturamento da história capixaba no setor, mesmo em um ano marcado pela imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos.
Especialistas acreditam que o resultado está associado, sobretudo, à robustez da base produtiva capixaba, que concentra atividades de extração e beneficiamento, além da capacidade das empresas locais de se adaptarem a diferentes mercados e perfis de demanda.
“Os números nos impressionaram, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia. Para as empresas focadas exclusivamente na extração desses produtos, o ano foi marcado por retração. Esse movimento, no entanto, acabou sendo compensado pelo avanço de outros materiais, como os quartzitos, que tiveram desempenho bastante positivo e ajudaram a sustentar o resultado geral do setor”, analisa Tales Machado, presidente da Centrorochas.
No mix de produtos exportados pelos capixabas, foram justamente os quartzitos que assumiram papel estratégico em 2025, com US$ 703,3 milhões exportados (+32,5%), compensando a retração observada em materiais como granito (-10,1%) e mármore (-7,0%).
Os Estados Unidos seguiram como principal destino das exportações capixabas, com US$ 744,2 milhões em compras (+10,7%). China (+3,8%), México (3,0%), Itália (9,6%), Canadá (26,7%) e Espanha (81,6%) completam a lista dos principais destinos, todos com crescimento nas importações.
Inclusive, Serra e Cachoeiro de Itapemirim concentraram a maior parcela das exportações capixabas e mantiveram a liderança no ranking entre os maiores municípios exportadores. A Serra respondeu por 33,4% do valor exportado, com US$ 381,7 milhões, enquanto Cachoeiro de Itapemirim somou US$ 355,6 milhões, equivalente a 31,1%, ambos com crescimento próximo a 20% em relação ao ano anterior.
Além dos polos consolidados, outros municípios capixabas se destacaram pelo ritmo de expansão. Cariacica registrou alta de 39,3% nas exportações, enquanto Castelo (+29,8%) e Atílio Vivacqua (+23,8%) também apresentaram crescimento acima da média estadual.
Culinária se une a literatura para criar ambiente receptivo aos clientes
Para além da leitura, os livros também têm despontado como elementos de decoração, compondo a identidade de um espaço. Um dos ambientes que se vale dessa tendência é o Empório Joaquim, bistrô, padaria artesanal e cafeteria localizado na Praia do Canto, em que os livros fazem parte tanto da experiência visual quanto do cardápio.
O local abriga um acervo especial de livros de gastronomia e viagens, trazidos de diferentes partes do mundo ao longo das viagens de seus fundadores. As obras, que reúnem fotografia, design e conteúdo editorial, funcionam como objetos decorativos.
Responsável pelo projeto de interiores do espaço, a arquiteta Bebel Tinoco explica que livros desse universo são recursos versáteis na decoração: “Eles podem ser usados para criar camadas em estantes, dar altura a objetos, compor aparadores ou imprimir personalidade a ambientes gastronômicos e residenciais”.
Recentemente, ela assinou a reforma completa do mobiliário do Empório Joaquim, reforçando uma proposta de acolhimento e estética sensorial.
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