A certificação internacional europeia, que libera o fornecimento de vidros temperados planos para instalação em veículos, foi concedida após avaliações dos processos produtivos e de testes feitos para comprovar a qualidade do produto de acordo com a norma ECE R43. A avaliação durou cerca de um ano, devido aos obstáculos impostos pela pandemia do novo coronavírus, e foi auditada pela filial da Vehicle Certification Agency, do Reino Unido.
“Essa certificação é um passo importante para conquistarmos mais clientes no mercado automotivo, no qual passamos a atuar recentemente, fornecendo vidros planos para a fábrica da Marcopolo, em São Mateus. Agora, nosso produto pode ser exportado para cerca de 60 países europeus que aceitam a certificação ECE. É o reconhecimento internacional da Viminas, que deu os primeiros passos há 36 anos, aqui no Espírito Santo, e agora poderá dar os primeiros passos fora do Brasil”, comemorou o diretor-presidente, Rafael Ribeiro.
MERCADO DE EVENTOS COMEÇA A RETOMAR ATIVIDADES
Depois de sete meses de total paralisação, o setor de eventos capixaba começa a sua retomada. A ArteSanto, Feira Nacional de Artesanato do Espírito Santo, vai acontecer de 6 a 14 de novembro, na Praça do Papa, Vitória, e prevê movimentar R$ 3 milhões na economia local. Segundo o presidente do ES Convention Bureau, entidade realizadora da feira, Alfonso Silva, o valor engloba movimentação em infraestrutura, comercialização e pós-venda.
“Mais de 300 profissionais estão envolvidos no evento, de forma direta e indireta, e são mais de 30 empresas prestadoras de serviços. A engrenagem do turismo é ampla e sustentável, gera renda desde o vendedor de picolé à empresa da montagem. O turismo precisa retomar e estamos fazendo isso de forma organizada e seguindo protocolos rígidos de biossegurança para que nossos colaboradores, expositores e visitantes possam aproveitar o evento com tranquilidade”, destacou Silva ao lembrar que a entrada para a feira é gratuita.
PLANOS CONFLITANTES
Um impasse dentro do próprio governo: o anúncio sobre a CPMF Digital e o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, o PIX, que passa a operar a partir do dia 16. Se o imposto for aprovado – que pode ser de 0,2% sobre as transações digitais –, acaba com a promessa do PIX, que é de gratuidade.
“São planos conflitantes: o governo quer tributar e o banco quer desestimular o uso do dinheiro. O imposto irá fazer o efeito contrário e as pessoas vão acabar não usando o sistema. Além disso, para as empresas, poderá surgir mais um imposto, que será automaticamente repassado ao consumidor”, avalia Samir Nemer, advogado tributarista.