As provas do concurso público da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) serão aplicadas no dia 16 de agosto, com prova objetiva e redação. Com um pouco mais de dois meses para os exames, os candidatos devem começar os estudos o quanto antes para garantir a aprovação e ir para a próxima fase.
O certame da corporação vai preencher 1.008 vagas, sendo 1.000 para soldado combatente e 8 para soldado músico. Os candidatos precisam ter o ensino médio e idade entre 18 e 28 anos. O salário é de R$ 5.713,99, mais auxílio-alimentação de R$ 800. As inscrições podem ser feitas até o dia 8 de julho.
A parte objetiva contará com 80 questões e, segundo a diretora pedagógica do CEP, Ivone Goldner, um ponto decisivo é que não há muitas disciplinas. Serão cobradas Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Matemático, Geografia e História, cada uma com 20 questões.
“Isso torna o concurso muito objetivo: vence quem dominar bem essas quatro frentes e treinar intensamente questões no estilo da banca”, observa Ivone.
A banca que vai aplicar os testes é o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistência Nacional (Idecan).
Para ser aprovado, o candidato deverá fazer, no mínimo, 50% da pontuação máxima possível na prova objetiva, ou seja, 40 pontos, e, no mínimo, 30% da pontuação máxima possível em cada disciplina, ou seja, 6 pontos, sob pena de ser eliminado do concurso.
“A minha principal orientação é que o candidato não estude de forma genérica. O estudo deve ser 100% guiado pelo conteúdo programático do edital e pela forma de cobrança da banca Idecan. Português e Raciocínio Lógico costumam separar os candidatos mais bem preparados, mas História e Geografia não podem ser tratadas como matérias “menores”, porque têm o mesmo peso na prova. Também é indispensável treinar redação desde agora, pois ela vale 40 pontos e pode mudar completamente a classificação”, salienta.
Ela aponta ainda que outro erro comum é deixar o treino para o teste físico para depois. Segundo a diretora, o edital prevê Exame de Aptidão Física como etapa eliminatória, e quem não se prepara com antecedência corre o risco de passar na prova objetiva e perder a vaga no físico.
“A preparação deve ser dupla: conteúdo todos os dias e condicionamento físico com orientação adequada, respeitando limites e evitando lesões. Concurso policial não se vence apenas com leitura; vence-se com rotina, treino, revisão, questões e controle emocional”, destaca.
Outra dica de Ivone Goldner é o candidato montar um plano até a prova, estudar por metas semanais, fazer muitas questões, revisar os próprios erros e acompanhar rigorosamente o cronograma.
Neste concurso, não haverá espaço para improviso. Quem começar agora, com método e constância, chegará muito mais competitivo
Ivone Goldner Diretora pedagógica
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POR ONDE COMEÇAR A ESTUDAR?
O primeiro passo é entender que a aprovação em concurso policial não se constrói com pressa; constrói-se com método. O coordenador do Estratégia Concursos, Gustavo Trindade, orienta que, antes de abrir qualquer material, o candidato precisa fazer três coisas: ler o edital do início ao fim, identificar as disciplinas cobradas e montar um cronograma de estudos realista, compatível com a sua rotina.
Segundo ele, muita gente comete o erro de começar pelos conteúdos mais difíceis ou pelos de que mais gosta.
“O caminho certo é o oposto: comece pelas disciplinas de maior peso na prova e maior incidência histórica de questões. Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico, por exemplo, costumam concentrar boa parte das provas escritas das PMs de todo o Brasil e são as disciplinas que mais eliminam candidatos na fase objetiva”, comenta.
Ele diz ainda que, desde o primeiro dia de estudo, o candidato já precisa incluir a preparação física na rotina.
“Quem deixa o Teste de Aptidão Física (TAF) para a última hora paga caro por isso. Independentemente do estado, essa etapa é uma das que mais surpreendem negativamente os candidatos que foram bem na prova escrita.”
O QUE MAIS É COBRADO NA PROVA?
A prova da Polícia Militar exige um perfil de candidato completo. Segundo Trindade, na parte escrita, as disciplinas que historicamente concentram mais questões e mais eliminações são Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Matemática.
“São conteúdos que parecem básicos, mas que as bancas cobram com alto nível de interpretação e detalhamento conceitual”, ressalta.
Entretanto, a prova escrita é só a primeira fase. O processo seletivo da PM é um dos mais completos do serviço público: inclui TAF, exame de saúde, avaliação médica, psicológica, investigação social e, por fim, o Curso de Formação.
Quem não se prepara para todas as etapas cai no meio do caminho, mesmo tendo ido bem na escrita, e isso acontece com muito mais frequência do que as pessoas imaginam
Gustavo Trindade Coordenador de curso preparatório
QUAIS SÃO OS ERROS MAIS COMUNS PARA QUEM SE PREPARA PARA O CONCURSO DA PM?
Depois de anos acompanhando candidatos, Gustavo Trindade afirma, com segurança, que os erros que mais eliminam pessoas não são de conhecimento, são de estratégia e comportamento.
Os principais são destacados pelo coordenador:
Estudar sem o edital na mão: parece básico, mas é o erro número um. Sem o edital, o candidato estuda no escuro, desperdiça tempo com conteúdo que não cai e deixa de lado o que realmente é cobrado. Cada concurso tem seu perfil, e ignorar isso é fatal.
Negligenciar a preparação física: o TAF elimina um número absurdo de candidatos que foram muito bem na prova escrita. Resistência abdominal, corrida e barra exigem meses de treino progressivo e constante. Não existe recuperação física em duas ou três semanas.
Estudar muito, mas resolver poucas questões: ler o conteúdo não é suficiente. A prova exige que o candidato saiba aplicar o conhecimento sob pressão e em tempo limitado. Resolver questões de provas anteriores da banca organizadora é absolutamente insubstituível nessa preparação.
Desistir no primeiro ciclo difícil: a preparação para concurso policial é longa e exige resiliência acima da média. Os candidatos que chegam aprovados são, na maioria das vezes, não os mais inteligentes, mas os mais consistentes. Disciplina diária vale muito mais do que estudar doze horas num sábado e sumir durante a semana.
A aprovação existe e ela é alcançável. Mas ela exige que o candidato trate a preparação como uma missão, com seriedade, planejamento e comprometimento total.
COMO É O ESTILO DE PROVA DO IDECAN?
Gustavo Trindade observa que, de forma geral, o perfil do Idecan segue um estilo técnico e analítico. As provas, segundo ele, reúnem enunciados mais longos, questões contextualizadas, cobrança interdisciplinar e aplicação prática da teoria, o que exige atenção redobrada do candidato ao longo de toda a prova.
“Quem chega esperando uma prova simples e direta se surpreende negativamente. Em vez de cobrar apenas memorização, a banca costuma exigir interpretação, capacidade de análise e leitura cuidadosa dos comandos. Isso significa que estudar o conteúdo de forma passiva, só lendo o material, não é suficiente. O candidato precisa treinar a aplicação do que aprendeu”, ressalta.
Para o coordenador, o grande segredo para dominar o Idecan é a gestão de tempo. Com enunciados mais longos e questões que exigem raciocínio, o candidato que não treina contra o relógio chega ao final da prova sem tempo para revisar e perde pontos em questões que saberia responder com calma.
Quanto à estrutura, o projeto básico do concurso da PMES já confirma que o exame intelectual será composto por prova objetiva, com 80 questões, e redação. As demais etapas — TAF, avaliação psicológica, investigação social e exames de saúde — ficam sob responsabilidade da própria Polícia Militar do Espírito Santo.
“A minha recomendação prática é clara: resolva o máximo possível de questões anteriores do Idecan, especialmente em concursos policiais. A preparação não deve se limitar ao estudo passivo da teoria; recursos como resumos, mapas mentais e revisões por questões tendem a trazer muito mais resultado. E preste atenção especial à redação: ela já está confirmada desde a primeira fase e é eliminatória. Candidato que deixa a escrita de lado paga caro lá na frente”, finaliza.
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