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Mudança

Após operação da PF na Codesa, Montenegro deixa a Findes

Luis Claudio Montenegro, que atuava como diretor de Defesa de Interesses da Federação das Indústrias do ES, pediu a suspensão do contrato de prestação de serviços. Apesar da sua saída, vale destacar que a operação da Polícia Federal não cita o engenheiro e nem guarda qualquer relação com a entidade industrial

Publicado em 19 de Maio de 2021 às 02:00

Públicado em 

19 mai 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Luis Claudio Santana Montenegro vai assumir a coordenação dos conselhos temáticos da Findes
Luis Claudio Santana Montenegro deixou o cargo de  diretor de Defesa de Interesses da Federação das Indústrias do Espírito Santo Crédito: Edson Chagas/Arquivo
O diretor de Defesa de Interesses da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Luis Claudio Montenegro, deixou o cargo na organização. O engenheiro pediu, na última semana, a suspensão do contrato de prestação de serviços. A decisão aconteceu após a deflagração da operação Corsários, feita pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de corrupção na Codesa.
Embora a operação não guarde qualquer relação com a Findes e também não cite o nome do engenheiro, a coluna apurou que a permanência de Montenegro na federação foi considerada delicada, uma vez que ele presidiu a Codesa de 2016 a 2019, parte do período em que as supostas irregularidades teriam acontecido na Companhia Docas.
Segundo a Polícia Federal, a estimativa é de que, entre 2015 e 2018, somente em dois dos contratos auditados tenham sido desviados cerca de R$ 9 milhões, por meio de interferência em licitações e superfaturamento de contratos. A senadora Rose de Freitaso irmão dela Edward Dickson de Freitas e o primo da parlamentar Ricardo Saiter Mota são investigados. Os dois últimos chegaram a ser presos, mas foram liberados.
Conforme a coluna apurou, a saída da Findes foi um pedido do próprio Montenegro e aconteceu de forma amigável. Tanto é que as portas da federação continuam abertas para o engenheiro, segundo contou à coluna a presidente da entidade industrial, Cris Samorini.
Ela citou que se trata de uma interrupção momentânea do contrato e que o retorno do profissional não está descartado. Cris lembrou que Montenegro foi contratado, em agosto de 2020, no início da sua gestão, para tratar de assuntos estratégicos da entidade, como infraestrutura, petróleo, gás e energia, e que a escolha dele como um quadro da federação foi pautada no conhecimento técnico e na experiência que ele tem em temas de elevado interesse da indústria.
Na visão da presidente, "Montenegro vinha desempenhando um trabalho técnico irretocável" e ao longo dos nove meses em que esteve na Findes demonstrou "ótima capacidade de argumentação, especialmente a partir de estudos e trabalhos técnicos". Mas ela ponderou ser compreensível que agora ele precise se dedicar aos assuntos pessoais. 
Além da necessidade de mais tempo, fontes ouvidas pela coluna consideraram que diante do escândalo de corrupção na Codesa, o trabalho de Luis Claudio Montenegro como consultor poderia ser comprometido, uma vez que a investigação na Companhia Docas poderia vir a causar algum tipo de constrangimento para ele e para a Findes, mesmo que até o momento não tenha sido divulgada pela Polícia Federal nenhuma informação que o relacione com as irregularidades investigadas.

ADEQUAÇÃO DAS ATIVIDADES E TAREFAS

Cris Samorini frisou que mesmo com a saída de Montenegro, a Findes vai continuar a estruturar e fortalecer os eixos de defesa dos interesses da indústria capixaba. Segundo ela, esse é um ponto determinante em sua gestão.
De acordo com a industrial, é cedo para falar em possíveis substituições. Para ela, o trabalho que foi iniciado em agosto terá continuidade com a equipe que já vinha atuando nessa área com o então diretor. 
"Temos uma equipe bem estruturada e preparada. Eu já tive reuniões com ela e agora estamos adequando alguns pontos,  redistribuindo temas e, por enquanto, é essa equipe que vai conduzir os trabalhos."
Procurado pela coluna, Luis Claudio Montenegro não se manifestou. 
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Porto de Vitória: Codesa foi presidida por Luis Claudio Montenegro de 2016 a 2019 Crédito: Codesa/Divulgação

PERFIL

Luis Claudio Montenegro é, desde 2002, funcionário de carreira da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Em 2009, foi diretor de Planejamento e Informações da Secretaria de Portos, além de ter atuado como coordenador do Plano Nacional de Logística Portuária.
De novembro de 2011 a março de 2014, foi presidente do Conselho de Administração da Companhia Docas do Pará. Entre 2014 e 2015 atuou durante 1 ano e sete meses na Codesp (Companhia Docas de São Paulo), onde foi diretor de Planejamento do Porto de Santos. Ficou três anos (de 2016 a 2019) na presidência da Codesa. Depois, passou a assessorar a senadora Rose de Freitas em Brasília. Em agosto de 2020 assumiu o cargo de diretor de Defesa de Interesses da Findes, cargo que deixou na semana passada. 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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