Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Fim do contrato com a Vale

Petrobras vai parar de abastecer navios no ES a partir de 31 de maio

A estatal vai interromper o serviço de fornecimento de óleo combustível marítimo nos portos capixabas, incluindo Praia Mole, Vila Velha e Tubarão. Postos de trabalho e arrecadação podem sofrer impacto

Publicado em 14 de Maio de 2021 às 02:00

Públicado em 

14 mai 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas Beatriz Seixas
Imagem de conteúdo patrocinado
Porto de Tubarão - Vale Divulgaçao Crédito: Vale/Divulgação
Petrobras vai interromper, a partir do dia 31 de maio, o serviço de fornecimento do bunker (óleo combustível marítimo e Marine Gasoil - MGO) nos portos capixabas, incluindo Praia Mole, Vila Velha e Tubarão. 
A suspensão da atividade, confirmada pela estatal, acontece devido ao fim do contrato de utilização do píer de barcaças, localizado no terminal de Tubarão, onde é realizado "o carregamento de bunker que abastece os navios que operam nesses portos", conforme esclareceu a Petrobras à coluna. 
A estatal atua hoje, por meio da Transpetro, na área da Vale, mas, como o contrato com a mineradora vence neste mês, a partir de 31 de maio, navios ficam sem a opção de abastecer na costa capixaba.
A coluna apurou que a petroleira já definiu o seu destino, mas que a operação no novo local ainda vai demorar cinco meses para ser iniciada.  A interrupção da atividade e o posterior retorno foram confirmados pelo governador Renato Casagrande e pelo secretário de Inovação e Desenvolvimento, Tyago Hoffmann.
Eles foram informados por representantes da companhia sobre a descontinuidade temporária, já que a ideia é que, passado esse período, a Petrobras volte a operar um terminal de bunker.
Casagrande contou que a operação será transferida da área da Vale para a da Oiltanking, terminal localizado na retroárea do Porto de Vitória, em Vila Velha.
Operação da Petrobras no terminal de Tubarão
Operação da Petrobras no terminal de Tubarão Crédito: Petrobras/Divulgação
A Petrobras, por sua vez, não deu detalhes sobre o novo destino, disse apenas que ela "tem mantido contato com operadores logísticos locais para a avaliação de uma solução economicamente competitiva para o retorno da operação em Vitória".
A coluna também questionou a estatal sobre o porquê serem necessários cinco meses para a mudança e o motivo da transferência não ter acontecido antes, já que há mais de um ano ela tinha ciência do fim do contrato e da não renovação por parte da Vale. Até a publicação deste conteúdo, entretanto, a estatal não havia se manifestado.

ENTENDA

O contrato entre a Vale a Petrobras/Transpetro venceu em 2019, mas na ocasião a mineradora estendeu o prazo por mais um ano para que a estatal buscasse alternativas de locais para a prestação do serviço. A Vale justificou que a decisão por descontinuar a atividade de carregamento de bunker no Porto de Tubarão se deu por questões operacionais.
Mesmo com o alongamento do prazo, que se encerraria em novembro de 2020, a Petrobras não encontrou uma alternativa e ficou prestes a ter que deixar a área, situação que foi contornada após mobilização do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-ES) e a intervenção do governo capixaba.
O governador Casagrande solicitou, no ano passado, um pouco mais de tempo à Vale, que atendeu ao pedido e concedeu mais seis meses para as operações da Transpetro em Tubarão.
O contrato entre as partes existe há cerca de 25 anos, uma vez que o terminal de bunker é arrendado para a Petrobras desde 1996 e operado pela Transpetro, subsidiária da estatal.

PREOCUPAÇÃO COM EMPREGOS E RECEITA

Com o encerramento do contrato e a descontinuidade das operações, uma grande preocupação é em relação aos profissionais. De acordo com o Sindipetro-ES, aproximadamente 100 trabalhadores, entre diretos e indiretos, atuam no terminal.
A coluna questionou a Petrobras/Transpetro sobre o futuro dos colaboradores, mas não teve retorno sobre essa questão.
Outro prejuízo que a interrupção da atividade pode oferecer para o Estado é em relação à arrecadação. Por mais que o volume de operações com óleo bunker não seja tão significativo, por ano, elas representam cerca de R$ 6 milhões fruto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com dados da Secretaria de Estado da Fazenda informados à reportagem em setembro de 2020.
Vista aérea do Porto de Vitória
Vista aérea do Porto de Vitória Crédito: Codesa/Divulgação

DESINTERESSE

Desde o ano passado, quando a Petrobras não encontrou alternativas para uma nova operação do abastecimento do bunker no Estado e não fez grandes mobilizações para resolver seu futuro diante do fim do contrato com a Vale, a atitude da estatal tem sido vista com desconfiança.
Para quem acompanha o processo, o fato de a companhia não tomar nenhuma atitude pode ser um sinal de desinteresse na operação no Espírito Santo.
O receio é que, no meio do caminho, a Petrobras decida por suspender de vez a atividade de abastecimento no Estado e não somente interrompê-la pelo prazo de cinco meses como é o planejamento inicial citado pelas autoridades do governo capixaba.

Beatriz Seixas

Beatriz Seixas Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

De um lado, Paulo Hartung; do outro, Ricardo Ferraço e Renato Casagrande
Ricardo e Casagrande abraçarão o PSD do Paulo? Esse abraço é muito difícil. Saiba por quê
O Santuário Nacional de São José de Anchieta fica no litoral sul do Espírito Santo
Espírito Santo recebe primeiro Fórum de Turismo Religioso do Sudeste
De acordo com Jaciely Favoretti, ação rápida do pai previniu que o incidente fosse mais grave.
Delegada faz alerta a pais após tentativa de rapto de criança em Colatina

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados