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Produção industrial

Indústria do ES tenta espantar a crise e cresce 1,5% em março

Foi o quinto melhor desempenho mensal no país, que teve retração média de 2,4%, e o melhor resultado para um março desde 2019 (2,7%), ano pré-pandemia, na série com ajuste sazonal

Publicado em 11 de Maio de 2021 às 11:56

Caroline Freitas

Publicado em 

11 mai 2021 às 11:56
Linha de produção de tissue na unidade Mucuri da Suzano Papel e Celulose.
Linha de produção de tissue: setor de papel e celulose segue em alta Crédito: Ricardo Teles/Divulgação Suzano
A produção industrial do Espírito Santo voltou a ter resultado positivo no mês de março, avançando 1,5% ante fevereiro. Foi o quinto melhor desempenho mensal no país, que teve retração média de 2,4%, e o melhor resultado para um março desde 2019 (2,7%), ano pré-pandemia, na série com ajuste sazonal. 
Apesar disso, o resultado é negativo em outras bases de comparação. Em relação a março do ano passado, por exemplo, a queda é de 1,4%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF Regional), divulgada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE).
O resultado fraco das indústrias capixabas em comparação com o mesmo período do ano passado está ligado ao desempenho das indústrias extrativas, cujas atividades apresentaram retração de 33,8%, refletindo a queda na produção de pelotas de minério de ferro que está em patamar abaixo do observado em anos anteriores, e também da extração de petróleo e gás, abalada pela crise.
Por outro lado, houve avanço nos demais segmentos. O setor de celulose, que tem registrado melhora consistente ao longo dos meses, apresentou a maior alta, com crescimento de 54,3% em relação ao terceiro mês do ano passado.
O segundo maior avanço é o da fabricação de produtos alimentícios, que aumentou 29,6% na comparação com março de 2020. A fabricação de minerais não-metálicos também acompanhou o movimento de crescimento, com avanço de 28,2%. Já a produção das indústrias de transformação saltou 28,1%.
As atividades do setor metalúrgico também tiveram variação positiva, e apresentaram crescimento de 11,9% nessa mesma base de comparação.
No resultado acumulado no ano, a produção industrial capixaba geral teve retração de 4,8%, em comparação ao mesmo período de 2020. Já no acumulado em 12 meses, houve um recuo de 12,7%, também sob efeito da pandemia do novo coronavírus — o pior resultado entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE.

RESULTADO NO PAÍS

A produção industrial do país recuou 2,4% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. Naquele mês, nove dos 15 locais pesquisados pelo IBGE tiveram queda na produção industrial.
Para o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida, esse comportamento reflete o recrudescimento das medidas restritivas por conta do avanço da pandemia da Covid-19 no país. “É um impacto direto da pandemia na atividade industrial”, conclui.
As retrações mais acentuadas ocorreram no Ceará (-15,5%), Rio Grande do Sul (-7,3%) e Bahia (-6,2%). Rio de Janeiro (-4,7%), Região Nordeste (-4,2%) e Pernambuco (-2,8%) também registraram recuos mais intensos do que a média nacional (-2,4%), enquanto Mato Grosso (-2,0%), Santa Catarina (-1,0%) e Paraná (-1,0%) completaram o conjunto de locais com índices negativos em março.
Entre os locais em que houve crescimento da produção, o Amazonas teve o maior avanço (7,8%) e a maior influência positiva. Pará (2,1%), Minas Gerais (1,7%), Goiás (1,6%), Espírito Santo (1,5%) e São Paulo (0,6%) completam os locais de altas do mês.
Na comparação com março de 2020, a indústria nacional cresceu 10,5%. No acumulado do ano, avanço foi de 4,4%. Já em 12 meses, a produção industrial brasileira encolheu 3,1%.

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