O governador Renato Casagrande articula um novo consenso para a agenda do desenvolvimento do Espírito Santo. Mesmo com a presença avassaladora da agenda da pandemia, se sobrepondo a todas as outras, ele deu a partida para a construção de uma nova institucionalidade para a renovação da agenda do desenvolvimento.
Regulamentou o Fundo Soberano de fomento, que deverá ter um saldo de R$ 606 milhões já em dezembro de 2021. Podendo, portanto, alavancar e catalisar cerca de R$ 2 bilhões de novos investimentos. Um bom começo para a transição da economia do petróleo para a economia verde.
Em seguida, criou a nova Secretaria de Estado de Inovação e Desenvolvimento, colocando a inovação e a economia verde no topo da agenda. E esta semana, na esteira do trilionário Plano Biden, assinou um Memorando de Entendimento entre o Espírito Santo e o Consulado dos EUA no Brasil.
O Memorando visa à cooperação técnica para intercâmbio em diversas áreas e atração de investimentos. Na partida, estão previstos acordos bilaterais com 12 estados americanos, com prioridade para cooperação tecnológica, educacional e na área de saúde. Coordenados, do lado do governo estadual, pela nova Secretaria de Inovação e Desenvolvimento.
O mote é colocar o Espírito Santo no rumo da inovação e do desenvolvimento sustentável a partir de investimentos em educação e ciência e tecnologia. Respeitando os setores tradicionais da economia, mas agregando mais valor a eles.
Esta renovação e repaginação da agenda pressupõem uma ação governamental indutora de inovação, catalisando investimentos com efeitos sistêmicos sobre os diversos setores da economia. Impulsionar a economia digital e do conhecimento e a economia verde, com efeitos de “transbordamento” para as cadeias produtivas e para os modos de vida da sociedade.
Tudo isto requer um novo consenso em torno de uma nova agenda, pois se pretende mudar o perfil da economia e a composição do PIB regional. Na direção deste novo consenso, o governador Casagrande constrói uma coalizão política que requer cooperação entre o poder público, a sociedade civil e a iniciativa privada. Com estabilidade política, segurança jurídica e responsabilidade fiscal. É um grande desafio.
O foco é a geração de valor transformado em riqueza social, com sinergia entre as iniciativas públicas e privadas. Trata-se de levar à prática e ao mundo real o chamado capitalismo de “stakeholders”, de responsabilidade social. Com a ampliação dos chamados investimentos ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança).
Nesta transição para o novo perfil da economia, a agenda precisa agregar valor aos setores tradicionais e acelerar a agenda velha da infraestrutura: a renovação da plataforma logística do Estado, com a ampliação do sistema portuário e a viabilização do corredor centro-leste. A nova agenda já está em movimento.