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Revolta

"Que morra na prisão", diz irmã de mulher morta pelo namorado em Castelo

Familiar conta que Luciene já havia relatado comportamento agressivo do suspeito e pretendia terminar o relacionamento

Publicado em 19 de Maio de 2026 às 17:07

Carol Leal

Publicado em 

19 mai 2026 às 17:07
Casa do suspeito de assassinar cuidadora em Castelo; Luciene Galdino, de 34 anos, foi morta no mesmo dia em que desapareceu PCES/Divulgação

“Nossa vontade é que ele morra lá [na prisão]. Uma pessoa tão cruel não merece conviver em sociedade”. Este foi o desabafou Rosana Galdino, irmã da cuidadora assassinada pelo companheiro em Castelo, no Sul do Espírito Santo. O caso foi tratado como feminicídio nesta terça-feira (19), após a Polícia Civil anunciar a prisão do namorado dela, de 58 anos. O nome dele não foi divulgado.


As apurações indicam que Luciene Galdino, de 34 anos, foi assassinada no mesmo dia em que desapareceu, em 4 de janeiro de 2026. O corpo dela foi encontrado no dia 25 de janeiro, submerso dentro de um saco plástico com pedras, em um lago no interior de Cachoeiro de Itapemirim.


Segundo Rosana, a cuidadora já havia relatado que o suspeito apresentava um comportamento agressivo. Dias antes de desaparecer, ela disse a uma amiga que pretendia encerrar o relacionamento.


“Quando ela ia para a casa dele, não falava com ninguém. “Quando conseguia ligar, não podia comentar certas coisas por causa dele”, contou Rosana. A irmã também relembrou um episódio em que Luciene encontrou uma arma com o investigado. Ao ser questionado, ele respondeu: "Você sabe que eu preciso disso para minha defesa".


Os familiares nunca chegaram a conhecer o suspeito pessoalmente e estranharam a atitude dele durante as buscas por Luciene. Rosana diz que, além de não colaborar nas procuras, ele se limitava a repetir a mesma frase: “Se vocês souberem alguma coisa dela, me liguem. Se eu souber, eu ligo”. A postura aumentou ainda mais a desconfiança da família.


Ao final, ela lamentou que Luciene não tenha buscado ajuda antes. Ela conta que, além de trabalhar como cuidadora, a irmã também começaria na colheita de café para juntar dinheiro. O objetivo era realizar seu sonho de reformar a casa e trocar os móveis.

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