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Coronavírus

EUA avaliam ajudar na vacinação do Brasil, diz embaixador a Casagrande

Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, falou com Todd Chapman sobre a importância do Brasil avançar na imunização da população contra a Covid-19 e embaixador ponderou que o tema está sendo analisado por Washington

Publicado em 22 de Abril de 2021 às 20:10

Públicado em 

22 abr 2021 às 20:10
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Profissional da saúde aplica vacina contra a Covid-19
Profissional da saúde aplica vacina contra a Covid-19 Crédito: Freepik
Nesta quinta-feira (22), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, assinaram um memorando de entendimento entre o Espírito Santo e o Consulado dos EUA no Rio de Janeiro. A pauta teve o foco nas parcerias que serão feitas entre os governos para desenvolver e estreitar laços em áreas como a econômica, a tecnológica, a ambiental e da segurança pública.
O assunto do momento - a pandemia do novo coronavírus - chegou a fazer parte da conversa, mas as autoridades não entraram em detalhes sobre a crise sanitária. O governador Casagrande até aproveitou a oportunidade para reforçar a necessidade de o Estado e o Brasil avançarem com a vacinação e pediu a colaboração dos Estados Unidos, país que já imunizou mais de 200 milhões de pessoas e tem 80% dos americanos com mais de 65 anos de idade vacinados ao menos com uma dose.
Nas últimas semanas, tem crescido a movimentação e a articulação de autoridades que tentam trazer ao Brasil doses extras de vacinas americanas, seja por meio de compra, permuta ou doação, mas até o momento sem sucesso.
O embaixador dos EUA no Brasil Todd Chapman e o governador Renato Casagrande assinaram o memorando nesta quinta-feira (22) em Brasília
O embaixador dos EUA no Brasil Todd Chapman e o governador Renato Casagrande assinaram o memorando nesta quinta-feira (22) em Brasília Crédito: Reprodução/Twitter @casagrande_es
Na ocasião, Todd Chapman ouviu o pleito do governador capixaba, mas não deixou explícito que o envio de doses para o Brasil seja uma intenção do governo de Joe Biden, ao menos por enquanto. O diplomata, entretanto, não descartou um futuro fornecimento de vacinas excedentes.
“Não falamos em detalhes sobre esse tema, mas claro o governador mencionou, como muitos governadores já fizeram a mim, sobre a necessidade de vacina. Eu falei para o governador que isso está sendo analisado em Washington. Não tenho nada para anunciar hoje, mas é importante que continuamos nessa relação de ser o melhor parceiro do Brasil. Por isso, é importante os contratos que já existem com empresas americanas para 138 milhões de doses para Covid-19 e esperamos que isso, talvez com mais no futuro, vá trazer muita confiança aos brasileiros que estão combatendo essa pandemia”, explicou o embaixador à reportagem de A Gazeta.
Vale lembrar que, no último dia 21, o presidente dos EUA, Joe Biden, durante discurso sobre os esforços que vêm sendo empregados no país e os resultados alcançados na vacinação dos americanos destacou que "os Estados Unidos estão no processo de ajudar outros países com vacinas", mas ponderou de forma enfática que, por enquanto, ainda não há imunizantes suficientes para enviar a outras nações.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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