Ainda neste primeiro semestre, o Espírito Santo deve ter uma resposta importante sobre um dos projetos de infraestrutura mais esperados pelo governo capixaba e pelo setor produtivo local: o chamado Contorno da Serra do Tigre, um ramal a ser construído na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).
Esse é um investimento que vem sendo defendido pelas iniciativas pública e privada capixabas como solução logística e forma de potencializar a chegada de cargas ao Estado por meio do Corredor Centro-Leste, trecho ferroviário que corta Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás.
Desde que começaram as discussões para a renovação da concessão da FCA, a realização do projeto em Minas tem dividido opiniões. Espírito Santo, governo federal e VLI, empresa que opera a ferrovia, apresentaram visões e dados distintos sobre determinados pontos. Tanto é que o Ministério da Infraestrutura criou, em fevereiro, um grupo técnico de trabalho para acompanhar o processo de renovação e definir para onde devem ir os investimentos.
Após algumas reuniões e debates, o grupo decidiu pela utilização de uma instituição independente para avaliar os estudos técnicos feitos pela Federação das Indústrias (Findes) e também os demais levantamentos já existentes no processo de renovação antecipada da concessão, conforme contou à coluna o coordenador de assuntos de infraestrutura da Findes, Luis Claudio Montenegro.
Segundo ele, nesta sexta-feira (22), acontece uma reunião entre representantes do Espírito Santo com a VLI. O objetivo é definir o escopo do trabalho de avaliação. "O cronograma é acelerado. Em 30 ou 60 dias devemos apresentar o resultado. Vamos buscar uma convergência entre os diversos estudos que vão avaliar os investimentos a serem feitos na FCA”, afirma.
Para Montenegro, resolver as diferenças de dados e visões e buscar uma solução que atenda a todas as partes é um passo muito importante para garantir uma infraestrutura de qualidade ao ES nos próximos anos e décadas.
"O Corredor Centro-Leste é vital para a economia capixaba. Esse é um projeto que a gente não pode falhar porque o impacto dele para o futuro é enorme. Estou otimista"