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Economia

Nova secretaria estadual deve ser um sinal para o novo desenvolvimento

Está na hora de colocar o Espírito Santo como protagonista relevante nesse novo desenvolvimento, no qual as novas tecnologias deixam de ser exóticas e marginais para assumirem um papel central

Públicado em 

06 mar 2021 às 02:00
Evandro Milet

Colunista

Evandro Milet

Data: 29/01/2019 - ES - Vitória - Palácio Anchieta - Prédios Públicos de Vitória - Editoria: Política - Foto: Marcelo Prest - GZ
Palácio Anchieta, sede do governo estadual, no Centro de Vitória Crédito: Marcelo Prest/Arquivo
Interessante a iniciativa do governo do Estado em fundir as secretarias de Desenvolvimento e Ciência, Tecnologia e Inovação. Melhor ainda se não for apenas uma movimentação para acomodar espaços políticos e realmente sinalizar a decisão de colocar  ciência, tecnologia e inovação como protagonistas do processo de desenvolvimento do Estado.
No mundo, as maiores empresas deixaram de ser aquelas tradicionais petrolíferas, automobilísticas e bancárias que deram lugar às inovadoras de hardware, software, e-commerce e redes sociais. Mesmo as empresas industriais, comerciais, de serviço e agricultura estão tendo de se reinventar, com uma digitalização acelerada que implica em inovações de produtos, processos, marketing e muitas vezes em completa transformação de modelos de negócios.
As novas tecnologias de internet das coisas, inteligência artificial, big data, analytics, biotecnologia e nanotecnologia geraram novas tendências, aí incluindo a indústria 4.0, o marketing digital, as startups ameaçando grandes empresas ou se associando a elas, a mudança da indústria farmacêutica, a proliferação exponencial do e-commerce, os equipamentos para mobilidade urbana, as cidades inteligentes, a educação a distância, o teletrabalho e a telemedicina, entre tantas outras mudanças.
Quando rebatemos essa tendência mundial para o Espírito Santo, a nova secretaria sinaliza a obrigação de planejar e apoiar esse novo desenvolvimento com infraestrutura, informação, articulação, oferta de recursos financeiros e captação de empreendimentos que agreguem a esse novo desenvolvimento.
Há que se estabelecer uma conexão mais forte do Estado com as universidades para apoiar projetos e formar pessoal capacitado. Há uma demanda mundial não atendida para profissionais de técnicas digitais. Capixabas estão sendo contratados por empresas de outros Estados e outros países, e urge uma atenção especial na preparação de profissionais. Muitas empresas nem exigem mais diplomas universitários.
Empresas definem local de instalação hoje, menos por subsídios e mais por infraestrutura, inclusive digital, e pessoal qualificado disponível. Ainda temos a vantagem exaltada nacionalmente de um Estado organizado financeiramente e com bom ambiente de negócios. Empresas que já vieram ou que poderão vir para cá deveriam ser incentivadas a trazer spinoffs dos seus centros de pesquisa, como já fazem pelo menos a Vale, com um centro de inteligência artificial, e a Arcelor, com um núcleo para indústria 4.0.
Por que a Weg, a Volare, a Suzano e outras que vierem não podem também rebater os seus centros de inteligência e seus programas de inovação aberta aqui? Todas essas empresas têm conexões internacionais fortíssimas que poderiam transbordar para o Estado.
O Espírito Santo possui a vocação logística que tem tudo a ver com a explosão do e-commerce. Temos de conseguir trazer a rede 5G logo depois do leilão, temos de planejar logo e negociar com as operadoras. Temos de criar mecanismos de apoio às incubadoras e aceleradoras de startups e disseminar a utilização de fundos de investimentos onde o Bandes tem um trabalho ainda tímido para as necessidades do futuro.
Enfim, está na hora de colocar o Espírito Santo como protagonista relevante nesse novo desenvolvimento, no qual as novas tecnologias deixam de ser exóticas e marginais para assumirem um papel central. A nova secretaria pode ser uma inspiração. O cuidado é evitar que o desenvolvimento tradicional, sem dúvida extremamente importante, inclusive para trazer e adensar novas cadeias, ofusque as ações e recursos da ciência, tecnologia e inovação.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

Evandro Milet

É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia. Neste espaço, novidades e reflexões sobre mercado de trabalho e tecnologia têm sempre destaque.

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