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Vida

Indução do trabalho de parto com acupuntura

Para uma boa hora, a acupuntura se mostra como uma opção de tratamento natural, sem contraindicações e seguro quando feito com profissional especializado e experiente

Publicado em 01 de Fevereiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

01 fev 2021 às 02:00
Adrieli Borsoe

Colunista

Adrieli Borsoe

Acupuntura
A acupuntura também pode ajudar acalmando a mulher e diminuindo a ansiedade característica do momento e permitindo uma expressão franca da natureza Crédito: Freepik
Todo mundo conhece atualmente um “bebê da quarentena”. O isolamento social e mais tempo em casa podem ter contribuído para o baby boom da pandemia, além da diminuição ao acesso dos métodos contraceptivos, segundo o fundo populacional da ONU.
Além disso, nos últimos anos o Brasil, que é campeão na realização de cesáreas de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), experimenta um crescimento nas tentativas de parto normal ou natural. O parto normal ou vaginal ocorre sem intervenção cirúrgica, mas é passível de induções medicamentosas, analgesia ou técnicas naturais. O parto natural ocorre quando o bebê nasce espontaneamente e sem intervenções com apresentação cefálica entre 37 e 42 semanas de gestação.
Nessa busca por uma recuperação mais rápida e menos riscos e reações adversas, nasce com o bebê uma mãe atenta e informada, que escolhe menos intervenções com drogas e cirurgias. Há um caminho para a humanização, onde há um protagonismo na mãe e no bebê, com acolhimento e respeito as escolhas e aos processos fisiológicos.
Para uma boa hora, a acupuntura se mostra como uma opção de tratamento natural, sem contraindicações e seguro quando feito com profissional especializado e experiente. Ocorre um estímulo as contrações uterinas, uma melhora na condição cervical, um aumento na secreção de ocitocina e também a promoção de analgesia. Trata-se de um convite ao bebê e se dá por estimulação de pontos em várias regiões do corpo.
A medicina tradicional chinesa sempre usa da observação da natureza para entender os fenômenos e atuar reestabelecendo nosso equilíbrio. Entendendo que temos em nós o Yin e o Yang, fica fácil perceber qual o princípio terapêutico deve ser usado para atingir o objetivo da indução do trabalho de parto. Temos na observação das características Yin o escuro, a noite, o frio, o recolhimento, o repouso. Nas características Yang vemos o claro, o dia, o calor, a expansão e o movimento. Em cada uma das fases da mulher há uma oscilação do Yin e do Yang. Somos cíclicas e na gestação não seria diferente. A temperatura da mulher muda no período fértil, no primeiro trimestre da gestação a mulher se encontra mais Yin e se recolhe para o desenvolvimento do bebê. Ao correr da gestação o bebê cresce e começa a ocorrer uma virada Yang, especialmente no trimestre final, onde observamos o Yang máximo no movimento de expulsão.
Todo o estímulo de calor favorece a fase e se orientam também os “três hot”:  o hot bath, que são os banhos quentes e escalda pés; o hot tea, que consiste no consumo de chás de natureza quente como gengibre e canela; e o hot sex, que vê na atividade sexual um potencial indutor no movimento Yang que ajuda a induzir. Os estímulos dos pontos de acupuntura também recebem um calor Yang através do uso da moxa de Artemísia, aquecendo e convidando o bebê a sua saída.
A acupuntura também pode ajudar acalmando a mulher e diminuindo a ansiedade característica do momento e permitindo uma expressão franca da natureza em um de seus mais bonitos e milagrosos momentos.

Adrieli Borsoe

É Fisioterapeuta, acupunturista e especialista em avaliação e tratamento de dor crônica pela USP. Entende a saúde como um estado de equilíbrio para lidar com as adversidades da vida de forma mais harmônica

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