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Coronavírus

O que o mundo precisa aprender sobre saúde com a China?

É preciso enaltecer a habilidade dos chineses em nortear os cuidados em saúde através da junção dos conhecimentos de medicina ocidental com os da medicina tradicional chinesa

Publicado em 11 de Janeiro de 2021 às 05:00

Públicado em 

11 jan 2021 às 05:00
Adrieli Borsoe

Colunista

Adrieli Borsoe

Máscaras são utilizadas no combate ao coronavírus na China
Máscaras são utilizadas no combate ao coronavírus na China Crédito: Macau Photo Agency/ Unsplash
É importante reconhecer que estamos diante de uma potência. O que vemos ao invés desse reconhecimento é um fenômeno de xenofobia contra os chineses e tudo que vem da China. De forma imprudente, somos agressivos e criticamos fortemente a cultura chinesa e este movimento cresceu desde que a pandemia originada no país se espalhou pelo mundo. A sinofobia, que é o sentimento anti-China, se prolifera mais rápido que o vírus da Covid-19.
A China enfrenta o coronavírus desde dezembro de 2019 e tornou-se um exemplo no enfrentamento, através da grande adesão da população com relação ao isolamento físico, bem como ao respeito aos planos de contingência em Wuhan, cidade onde tudo se iniciou. O governo anunciou ao mundo rapidamente o que estava acontecendo e construiu em dez dias um hospital com dez mil leitos.
O país enviou toneladas de suprimentos para países da Europa que tiveram dificuldades com a sobrecarga dos sistemas de saúde. A solidariedade chinesa foi colocada à mesa e as liberdades individuais ficaram em segundo plano. E potente como é, mostrou ao mundo onde se concentra a produção dos insumos. Foram exportados ventiladores mecânicos e equipamentos de proteção para o mundo inteiro enquanto ainda enfrentavam os efeitos da doença.

CUIDADOS EM SAÚDE

Além de nos ensinar como conduzir uma pandemia através de comportamentos sociais, condutas governamentais e detenção de produção e tecnologia, é preciso enaltecer a habilidade dos chineses em nortear os cuidados em saúde através da junção dos conhecimentos de medicina ocidental somados as habilidades desenvolvidas na medicina tradicional chinesa.
Esta integração proporcionou a junção do suporte de proteção à vida através da assistência respiratória feita pelo olhar ocidental com a melhoria das condições físicas e de imunidade realizadas pela medicina tradicional chinesa. Um tratando os sintomas, outro as causas, juntos, se complementando.
Muito me surpreende a forma com que condenam a vacina desenvolvida pela Sinovac, fábrica chinesa, pelo simples fato de ser chinesa. A verdade é que quase tudo o é. O que usamos no dia a dia, tudo o que desejamos, quase tudo é chinês. Se você fizer um mapeamento genético, verá que dentre as nacionalidades dos seus ancestrais, possivelmente você também, em alguma porcentagem, é chinês. Não faz sentido essa rejeição a um país com tanto a nos ensinar. Que possamos aprender no amor e não na dor sobre saúde com a China.

Adrieli Borsoe

É Fisioterapeuta, acupunturista e especialista em avaliação e tratamento de dor crônica pela USP. Entende a saúde como um estado de equilíbrio para lidar com as adversidades da vida de forma mais harmônica

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