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É Fisioterapeuta, acupunturista e especialista em avaliação e tratamento de dor crônica pela USP. Entende a saúde como um estado de equilíbrio para lidar com as adversidades da vida de forma mais harmônica

Assimetria craniana no bebê: a cabecinha amassada

Um bebê tem uma assimetria craniana posicional quando o formato da sua cabecinha está de alguma forma anormal, podendo estar mais achatado, amassado, alongado ou torto, sem que haja anormalidade na fusão das suturas cranianas

Publicado em 10/01/2022 às 02h00
Grávida hidratando barriga
As recomendações para evitar morte súbita por sufocamento do bebê consistem em dar preferencia pelo posicionamento de barriga para cima. Crédito: Shutterstock

Quando um bebê nasce, notamos que seu crânio é bem delicado e com isso entendemos que para facilitar o parto as suturas cranianas ainda se encontram bastante móveis. Com o passar dos meses os ossos do crânio vão se fundindo e assumindo sua função de proteção das estruturas internas, nosso centro de comando.

Podemos dizer que um bebê tem uma assimetria craniana posicional quando o formato da sua cabecinha está de alguma forma anormal, podendo estar mais achatado, amassado, alongado ou torto, sem que haja anormalidade na fusão das suturas cranianas.

O bebê pode ter mais risco de ter essa alteração no formato da cabeça se for primeiro filho, do sexo masculino, ter ficado numa posição por muito tempo na barriga da mãe, ter nascido com uso de fórceps, ter sido muito prematuro ou tenha nascido grande para sua idade gestacional, ter atraso no desenvolvimento motor, por ficar deitado muito tempo de barriga para cima ou por ter preferencia por um lado de apoio da cabeça como nos casos de torcicolo congênito.

As recomendações para evitar morte súbita por sufocamento do bebê consistem em dar preferencia pelo posicionamento de barriga para cima e com isso a incidência nas assimetrias posicionais aumentaram nos últimos trinta anos. Existem assimetrias cranianas leves, moderadas e graves e as condutas mudam em cada caso a conduta pode ser diferente. Ao contrário do que se pensa, a cabeça torta não se resolve sozinha e o ideal é tratar nos primeiros meses de vida.

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Existe a plagiocefalia posicional, em que temos o achatamento de um dos lados da parte de trás da cabeça, a cabecinha do bebê fica torta ou amassada. Um olho ou orelha pode parecer mais alto/mais para frente do que o outro (Olhos e ouvidos podem estar desalinhados). Dependendo do grau de assimetria a testa se projeta um pouco de um dos lados.

Na braquicefalia simétrica posicional há um achatamento completo na parte de trás da cabeça. Pode haver um aumento da testa do bebê e em alguns casos cabeça do bebê pode parecer mais alta que o normal. No caso braquicefalia assimétrica há uma mistura das características da braquicefalia com a plagiocefalia. A braquicefalia assimétrica geralmente aparece como achatamento na parte de trás da cabeça, porém a cabeça também fica "torta".

Outro tipo comum é a escafocefalia posicional em que se observa uma forma longa e estreita da cabeça, mais visto em bebês prematuros que passam algum tempo em uma Utin ou descansam consistentemente em ambos os lados da cabeça.

Em todos os casos é interessante que o bebê passe em uma consulta com o osteopata para avaliar como proceder e os resultados são melhores quando o tratamento ocorre antes dos seis meses de vida. A conduta consiste em entender o comportamento do corpo da criança, moldando os tecidos do organismo em direção a normalização, buscando melhor funcionamento e movimento, para que a criança se desenvolva sem limitações.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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