As duas unidades, construídas no espaço que antigamente era ocupado pelas usinas de pelotização 1 e 2 de Tubarão, que eram as mais antigas, receberão um investimento total de US$ 342 milhões (R$ 1,94 bilhão a preço de hoje) e terão capacidade para 6 milhões de toneladas por ano. De acordo com o relatório da Vale, as obras físicas já estão com um progresso de 96%, portanto, quase prontas.
O briquete verde, desenvolvido e patenteado pela Vale, é uma nova forma de aglomeração de minério de ferro, diferente da tradicional pelota. Foi batizado de verde porque, pelas contas da mineradora, reduz em até 10% a emissão de gases de efeito estufa em relação ao processo tradicional. O uso do briquete elimina a etapa de sinterização da produção de aço. O briquete é produzido a partir da aglomeração a baixas temperaturas de minério de ferro utilizando uma solução tecnológica de aglomerantes, que confere elevada resistência ao produto final. De acordo com a mineradora, o novo aglomerado ainda reduz a emissão de particulados e de gases como dióxido de enxofre (SOX) e o óxido de nitrogênio (NOX). O uso da água é dispensado durante a fabricação.