As últimas semanas têm sido de notícias importantes para o futuro da indústria de petróleo e gás natural do Espírito Santo. Além de Prio e Petrobras terem adquiridos novas áreas para prospecção no mar do Sul do Espírito Santo, onde concentra-se grande parte da produção capixaba, a Agência Nacional do Petróleo liberou aprovou os estudos geológicos e econômicos relativos ao bloco exploratório Oeste de Jubarte, onde está o grosso da indústria petrolífera do Estado. Estudos estimam dezenas de milhões de barris de óleo equivalente na nova fronteira que vai se abrir.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em entrevista ao jornal O Globo, confirmou as boas perspectivas. "Nós acabamos de comprar (no leilão realizado no início deste mês) e pagamos caro por blocos na Bacia de Campos. Pode ter coisa grande ali. É uma área que se conhece há tanto tempo no Brasil (a Bacia de Campos começou a ser explorada na década de 1970), mas é numa lâmina d'água muito profunda e havia um limite tecnológico".
Ao todo foram dez blocos arrematados pela Petrobras entre as águas capixabas e as do Rio de Janeiro. Caso tudo caminhe da melhor maneira, boa parte das atividades e dos futuros royalties ficarão no Espírito Santo e em seus municípios.
"Olhando de maneira global, vemos a Prio com apetite no Estado, a Petrobras colocando dinheiro em uma área promissora e a ANP liberando os estudos em uma área também muito boa. Uma nova fronteira de produção que pode garantir o futuro do Espírito Santo na indústria de óleo e gás por mais alguns anos. São notícias, sem dúvida, animadoras ", assinalou Márcio Félix Bezerra, executivo que já comandou a Petrobras no Espírito Santo, na primeira década do século, foi secretário de Estado de Desenvolvimento e, hoje, ocupa a presidência da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás em entrevista para a coluna.
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