A Apex Partners, plataforma capixaba de investimentos que enfrenta grave crise, convocou seus acionistas para uma assembleia, marcada para o dia 7 de setembro (isso mesmo, no meio do feriado), na sede da empresa, em Vitória. São nove itens na pauta, entre eles está a avaliação de uma proposta de reestruturação e recuperação de ativos apresentada pela Clarus Investimentos, de São Paulo. A Apex foi procurada por outros interessados, mas apenas a proposta da Clarus irá para a análise dos acionistas.
Fundada em setembro de 2025, a casa tem Alexandre Paulo da Silva, Angelo Cristofaro Júnior e Tiago Reis de Atahyde Matta entre os seus sócios. Não há detalhes sobre a proposta que a Clarus irá levar, se trata-se de uma eventual compra, mas a ideia é que saia uma possível solução para a crise em que a Apex se meteu. A Clarus, em seu site, apresenta-se como uma especialista na reorganização e reestruturação de empresas com problemas.
O acionistas ainda irão deliberar sobre recomposição do conselho de administração da empresa, da diretoria executiva, sobre a ação judicial que protege o patrimônio da empresa em vigor desde 7 de agosto e até sobre uma captação de recursos para fazer frente aos gastos da crise, como a contratação da prometida auditoria independente.
Há quase um mês, no dia 5 de agosto, Fernando Cinelli, sócio e idealizador da Apex, foi afastado da presidência da empresa acusado de "inconsistências financeiras, gestão temerária e má-fé" pelos seus colegas de sociedade. Em ação apresentada à Justiça para proteger o seu patrimônio enquanto entende o tamanho do problema em que se meteu, a Apex revelou um endividamento de quase R$ 1 bilhão.
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